

Às margens de um mar dourado que se perde na vastidão, encontrando o azul límpido do horizonte, a máquina arranca da terra as plantas carregadas de espigas com o cereal que sustenta a base da alimentação humana e animal. A cena, que mais parece uma obra de arte, marca a abertura oficial da colheita do milho no Rio Grande do Sul.
A celebração do período da safra da cultura do milho, presente em 487 dos 497 municípios gaúchos, foi realizada nesta quinta-feira (23/1)na Granja Busnello, município de Paulo Bento, na Região Norte do Estado. O evento contou com a presença do governador Eduardo Leite e do titular da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Clair Kuhn.
Estimativas iniciais divulgadas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS) apontavam uma produção de 5,3 milhões de toneladas, o que corresponde a 18,3% a mais quando comparado à safra passada, considerando condições normais de clima. Os resultados podem ser alterados até o final da safra, devido à estiagem registrada em alguns municípios gaúchos neste momento. A área plantada nesta safra é de 748.511 hectares (redução de 7,5%).

“Mais do que buscar conexão com o agro, nosso governo age na prática para auxiliar os homens e mulheres do campo, a quem devemos toda nossa gratidão por suas persistência e resistência em produzir e impulsionar o desenvolvimento do Estado. Esta colheita é mais um emocionante exemplo da força que vem do campo”, afirmou Leite.
“Criamos um inédito programa para incentivar a irrigação, modernizamos a legislação para ampliar a reservação de água e garantimos a segurança no campo. Vamos continuar trabalhando juntos para criar, também a partir da cultura do milho, toda a sustentação para a cadeia da proteína animal, geração de riqueza e autossuficiência que nossos produtores e todos os gaúchos almejam e merecem”, acrescentou o governador.
O consumo de milho no Estado é da ordem de 6,6 milhões de toneladas, apresentando um déficit médio de 1,5 milhão de toneladas por ano, em anos normais sem estiagem. Com as recorrentes estiagens dos últimos quatro anos, este déficit saltou para 3 a 4 milhões de toneladas.

O titular da Seapi ressaltou o Programa de Irrigação do Estado, que está com o edital aberto para receber projetos de irrigação. A iniciativa destina, diretamente ao produtor rural, 20% do valor do projeto, limitado a R$ 100 mil, para a instalação ou ampliação de sistemas.
“O milho é uma das culturas que melhor responde ao uso da irrigação, com possibilidade dos rendimentos serem 60% a 80% maiores quando comparado a lavouras sem utilização de irrigação. O Programa de Irrigação está aberto e o governo tem incentivado financeiramente o produtor rural para que ele faça projetos em sua propriedade e tenha a garantia de produtividade, principalmente em períodos de estiagens”, garantiu o secretário.
Texto: Carlos Ismael Moreira/Secom e Ascom Seapi
Edição: Camila Cargnelutti/Secom
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