

Em celebração ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, comemorado em 29 de janeiro, a Secretaria da Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos (Sasc) promoveu, nesta quinta-feira (30), o II Seminário Estadual da Visibilidade de Travestis e Transexuais. O evento aconteceu no Centro de Referência para Promoção da Cidadania LGBTQIAPN+ Raimundo Pereira, reunindo ativistas, gestores e representantes da comunidade LGBTQIAPN+ para debater políticas públicas e fortalecer a inclusão social dessa população.
A diretora de Promoção da Cidadania LGBTQIAPN+, Joseane Borges, destacou a importância do evento para a visibilidade e reconhecimento da população trans no Piauí. “Será um dia inteiro de ações para reunir pessoas travestis, transexuais e apoiadores da comunidade LGBTQIAPN+. O objetivo é fortalecer políticas públicas e promover a visibilidade da população trans no estado. Além disso, também teremos uma premiação para travestis, transexuais e homens trans que atuam diretamente na luta contra o preconceito e a discriminação, especialmente na área da cultura”, afirmou.

Para Armando Angelim, homem trans e coordenador do Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (IBRAT) no Piauí, o evento é um espaço fundamental para dar protagonismo também às vivências transmasculinas. “A importância desse evento é justamente dar visibilidade às pessoas e à nossa comunidade. Espaços como esse precisam acontecer muito mais vezes”, pontuou.
Além das discussões sobre visibilidade e protagonismo, o seminário também abre espaço para o reconhecimento daquelas que atuam diretamente na luta pelos direitos da população trans. Com a presença de figuras importantes do movimento social, como a presidente do Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negros e Negras (FONATRANS), Jovanna Cardoso, o evento reforçou a necessidade de políticas públicas eficazes e acessíveis, além de promover o diálogo entre sociedade civil e instituições governamentais.
A superintendente dos Direitos Humanos da Sasc, Sonia Terra, reforçou que a luta pelos direitos da população trans deve ser constante e coletiva. “Nada do que conquistamos hoje – seja para a população preta, LGBTQIAPN+, mulheres e outros grupos vulnerabilizados – veio sem luta e sem a atuação do movimento social. Precisamos continuar pensando e repensando nossas práticas para garantir que as políticas públicas realmente aconteçam”, disse.
A coordenadora do Centro de Referência Raimundo Pereira, Brenda Felix, destacou avanços na articulação de políticas públicas, como a parceria com a Associação Nacional dos Cartórios (ARPEN). “Estamos ampliando esse diálogo para garantir a gratuidade da retificação de nome e gênero em todos os cartórios do Piauí. Nosso objetivo é implementar esse direito de forma acessível para a população trans”, declarou.
O II Seminário Estadual da Visibilidade de Travestis e Transexuais reforçou a importância de iniciativas que promovam a inclusão e os direitos da população trans no Piauí, reafirmando o compromisso da Sasc com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
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