

Para garantir a ressocialização efetiva de adolescentes que cumprem medidas socioeducativas, a Comunidade de Atendimento Socioeducativo Masculina (CASEM), administrada pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação Renascer, oferece acompanhamento pedagógico aos socioeducandos. A atividade é desenvolvida em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seed) e o Colégio Estadual Professor Antônio Fontes Freitas, que disponibilizam a modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) nos níveis fundamental e médio. Atualmente, 25 adolescentes são atendidos pelo programa.
Além das aulas regulares, a escola que funciona na CASEM dispõe de atividades complementares para estimular o interesse dos alunos. Entre elas, destacam-se oficinas temáticas como Robótica, Eletrônica Básica, ‘A Magia da Ciência’, ‘A Arte Libertadora’, ‘Ser Cidadão’, ‘Um Mergulho através da Leitura’, e aulas de reforço em Português e Matemática. As atividades buscam ampliar o repertório cultural dos jovens, incentivando a cidadania e preparando-os para a reinserção na sociedade e no mercado de trabalho.
Segundo um dos jovens atendidos, de 17 anos, as aulas de robótica e eletrônica básica são muito interessantes e especiais, principalmente pela dedicação do professor, que traz todo o material necessário e ensina de forma clara.
"Durante as aulas, eu e os demais aprendemos sobre ligações elétricas, como conectar LEDs e alarmes, além de entender a importância da polaridade das baterias. Um dos temas abordados foi a criação de um alarme com sensor de água, útil para alertar sobre enchentes. Essa experiência é vista como muito valiosa, pois pode ajudar a evitar tragédias ao despertar pessoas durante inundações, prevenindo perdas de materiais e riscos de afogamento. A conscientização sobre esse conhecimento poderia reduzir os danos causados por enchentes", enfatizou o jovem satisfeito.
Para o diretor da CASEM, Rodrigo de Oliveira, a proposta pedagógica vai além das salas de aula e utilizam espaços como laboratório de informática, biblioteca, academia e auditório para promover uma aprendizagem mais dinâmica e integrativa aos socioeducandos. "A equipe pedagógica trabalha de forma interdisciplinar, buscando desenvolver nos jovens competências que contribuirão para sua reintegração. Vale ressaltar que muitos não tiveram oportunidade lá fora, e aqui é uma forma de mostrar para eles que nosso maior objetivo é ajudá-los a crescer profissionalmente, através da educação”, disse ele.

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