

Começou, nesta sexta-feira (28), a especialização em Literaturas, Histórias e Culturas Afro-Brasileiras, Africanas e Indígenas, que conta com a participação de 40 profissionais da rede estadual de ensino do Piauí. A iniciativa é fruto da parceria entre a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e a Universidade Estadual do Piauí (Uespi).
Durante a aula inaugural, realizada no Auditório do Palácio Pirajá, em Teresina, a superintendente de Ensino da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Viviane Faria, representou o secretário Washington Bandeira.
Das 50 vagas disponíveis, 40 foram destinadas a servidores da Seduc e 10 a docentes e técnicos da Uespi. O curso, que terá uma carga horária de 480 horas e aulas quinzenais às sextas e sábados, tem como foco promover a diversidade étnico-racial nas escolas.

A colaboração com a Uespi faz parte do Programa Educar Para Respeitar, que inclui 11 ações estratégicas. “Essa especialização reforça nossa política de equidade e qualidade no ensino, alinhada às diretrizes do Governador Rafael Fonteles. É um passo importante para transformar vidas por meio do conhecimento, garantindo que ninguém fique para trás”, afirma o secretário Washington Bandeira, destacando o compromisso do Governo com uma educação antirracista.
A aula inaugural foi conduzida pela professora Dra. Geni Brito, que apresentou o tema “Da terra negra do baobá, de cunhãs e curumins, da reza dos orixás ao surgimento da cultura mestiça”, e contou com a presença de autoridades acadêmicas e políticas.
A Professora Dra. Geni de Brito é especialista em Estudos Literários (Literatura Brasileira e Portuguesa) e investigadora em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa pela Universidade de Coimbra. Ela atua também como coordenadora do Grupo Intercultural “Vozes da África” e curadora/divulgadora do projeto “Letras Lusófonas”, além de ser pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisas Afro-NEPA/CNPq, da Universidade do Estado do Piauí.

Formação alinhada à prática docente
A especialização tem como objetivo capacitar professores para o ensino das culturas afro-brasileiras, africanas e indígenas, em conformidade com as leis federais 10.639/2003 e 11.645/2008. Para Núbia Paula, professora de Língua Portuguesa e participante do curso, essa formação é uma chance valiosa de atualização pedagógica.
“É uma oportunidade para expandir nosso conhecimento e trocar ideias com outros professores. Vou enriquecer meu repertório para abordar essas temáticas de maneira mais equitativa em sala de aula, beneficiando diretamente meus alunos”, compartilha a professora.
O Professor Dr. Feliciano Bezerra Filho, líder do Núcleo de Estudos e Pesquisas Afro (NEPA) da Uespi, reforçou a importância dessa iniciativa. “Essa especialização fornece aos docentes as ferramentas necessárias para implementar as disciplinas previstas em lei, promovendo uma educação antirracista e inclusiva”, lembra ele.

Educar para Respeitar amplia representatividade nas escolas
Essa ação integra o Programa Educar Para Respeitar, que combina formações, políticas públicas e projetos pedagógicos para valorizar a diversidade. Desde sua implementação, o programa tem transformado cada vez mais as escolas de tempo Integral em ambientes de respeito e representatividade, consolidando o Piauí como referência na educação para as relações étnico-raciais.
A expectativa é que, ao final do curso, os professores estejam preparados para desenvolver metodologias inovadoras, fortalecendo o diálogo sobre identidade e cultura em toda a rede estadual.
Educação Dassault Systèmes promove Girls Day 2026 no Vale do Paraíba
Educação FACERES aponta estratégias para aprovação em Medicina
Educação Periodontite eleva risco de doença coronária em até 24% Mín. 20° Máx. 24°





