

Encantar é uma arte, e a arte é encantadora. Eis que um pequeno picadeiro é montado defronte a um público de filhos e mães, e logo ele é tomado pela palhaçada. Meio circo, meio teatro, com dança e uma única artista em cena. É incrível como tudo no começo parece não fazer sentido algum e te obriga a ficar ali, prestando atenção para saber o que se passa. Quando você menos percebe, está sorrindo com as pessoas ao lado, todos envolvidos pelo enredo circense.
Fosse tentando chutar a bola no buraco com mais pontos no gol inflável ou na arena de 'guerra de bastões de cotoneres', a criançada se divertiu muito antes disso acontecer. Os mais calminhos também puderam se fantasiar com pinturas nos rostos ou brincar no bom e velho pula-pula, enquanto mães e responsáveis fugiam do calor com o tereré, guardando lugar em frente ao palco.
O som é ligado e o espetáculo anunciado. Ele começa e pouco depois o que se vê são pequenos olhinhos brilhando e casando perfeitamente com os sorrisos de mães e trabalhadores acompanhando a apresentação 'Balança Mas Não Cai', numa tarde ensolarada de sexta-feira (28) no Parque Tarsila do Amaral - no bairro de mesmo nome, na zona norte de Campo Grande -, um dos palcos do Circuito Comunidades do Festival Campão Cultural 2025.






Muita gente sem medo de ser feliz compareceu e riu bastante da moça com a bola vermelha no nariz. Mas agora chega de rima, pra não cansar o leitor e nem redator... Inspiração não falta com tanta história boa que o Campão nos faz contar - e com muito prazer.
"Olha o cachorro passando bem na frente do palco", exclamou uma criança mais ao fundo da plateia, enquanto na fila do gargarejo houve até disputa por espaço: "eu que estava sentado aqui, devolve o meu lugar", reclamou outro, que após tanto insistir teve sua posição devolvida.
O menino ao menos fez jus à cadeira cativa e interagiu, riu, caçoou da palhaça Tarsila Bonelli e até chegou a torcer pela sua queda da corda na apresentação de equilibrismo. No final foi ele também quem mais aplaudiu a apresentação cheia de dança, de palhaçada, de arte.




"Gostei dos brinquedos, principalmente do gol inflável. Eu jogo futebol numa escolinha aqui do bairro e gosto muito de futebol. Mas achei bem legal também o teatro", revela outra criança ali presente, Rhuan Cunha, de 9 anos, acompanhado pela sua mãe, Adriana Cunha, de 30.
"É interesse uma ação dessa em nosso bairro pois isso é cultura e é algo que diverte as crianças, não ficam só vidradas em celular, nas telas. Aqui as crianças estão tendo a oportunidade de uma vivência diferente, fora que também é uma diversão para nós", conclui a mãe.









A beleza da arte talvez seja justamente essa, envolver sem complicar, interessante sem ser pedante. É meio teatro e é meio circo, mais uma vez repito. É a cultura chegando onde deve chegar, na porta da casa do povo que faz a cidade de Campo Grande andar. E pra você leitor entender bem, nem o neném quis deixar de ver enquanto apreciava o seu saboroso leite materno.

Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende/Secom
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