

O Núcleo de Oficinas Curro Velho, vinculado à Fundação Cultural do Pará (FCP), está realizando até 4 de abril as oficinas "Confecção de Acessórios de Moda com Reaproveitamento de Sombrinha" e "Design de Bolsa com Banner", ministradas pelas instrutoras Sheila Castilho e Lucilene Carvalho, respectivamente.
A proposta vai além da capacitação artesanal: transforma materiais que seriam descartados – como lonas de eventos e guarda-chuvas quebrados – em bolsas, mochilas e capas de chuva, unindo moda, sustentabilidade e empreendedorismo.
Lucilene Carvalho, instrutora da oficina, designer de moda e proprietária do ateliê sustentável Jalunalé, desenvolveu a técnica durante seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
"Percebi que as sombrinhas, tão comuns no nosso dia a dia, viram um problema ambiental quando descartadas. Elas entopem bueiros e demoram centenas de anos para se decompor. Os banners, feitos de lona plástica, são usados por poucos dias em eventos e depois viram lixo. Nosso trabalho é mostrar que esses materiais têm valor e podem se tornar peças duráveis e cheias de estilo", destaca Lucilene Carvalho.
Para a designer, um dos maiores desafios é mudar a percepção sobre o lixo. "As pessoas ainda veem esses materiais como algo sem valor. Nosso papel é mostrar que, com criatividade, eles podem se tornar fonte de renda." Ela cita o caso de ex-alunas que hoje comercializam suas peças. "Uma participante da oficina passada vende bolsas feitas de banner em feiras de artesanato. Outra montou um pequeno ateliê em casa. Isso é uma transformação real", comemora.
Já Sheila Castilho, instrutora e especialista em modelagem de bolsas, reforça a importância do upcycling - reutilização criativa - como alternativa ao consumo desenfreado. "Muitas alunas chegam duvidando que uma sombrinha velha pode virar uma bolsa bonita. Quando terminam sua primeira peça, a surpresa é geral. Além de aprender uma técnica, elas saem com outra mentalidade sobre consumo." Além disso, a especialista destaca o aspecto comunitário do projeto: "além da técnica, as aulas são um espaço de troca. Muitas mulheres vêm não só para aprender, mas para se reconectar com a própria capacidade criativa."
Andrei Miralha, coordenador das Oficinas do Curro Velho, ressalta o alinhamento da iniciativa com a missão da FCP. "A Fundação não só preserva tradições, mas também incentiva inovações que dialoguem com a realidade local. Essas oficinas mostram que a cultura pode ser um catalisador de sustentabilidade e inclusão social, gerando oportunidades para artistas e artesãos".
Ao promover capacitações gratuitas que unem arte, sustentabilidade e empreendedorismo, a Fundação Cultural do Pará reforça seu papel na valorização da cultura paraense. Mais do que ensinar técnicas, iniciativas como essas estimulam uma mudança de mentalidade – provando que a criatividade pode ser a chave para um futuro mais consciente e economicamente viável.
São Paulo Veja por que pacientes com hipotireoidismo apresentam apneia do sono com maior frequência e gravidade
Geral Mega-sena acumula para R$ 45 milhões; confira os números
São Paulo Leishmaniose: entenda o que é a doença e como se proteger do quadro
Cuiabá - MT Limpurb retira lixo e vegetação de córrego no bairro Araés
São Paulo Saiba mais sobre o Guia de Jornada que orienta candidatos sobre etapas do vestibular para ingresso na USP
Cidades Cerimônia oficial de tombamento do Cristo como patrimônio histórico de Vitória da Conquista será nesta segunda-feira, 15
São Paulo Agosto Lilás: oficina sobre empreendedorismo feminino tem inscrições abertas
Cidades Prefeitura levou serviços essenciais e cidadania aos moradores dos residenciais Lagoa Azul no feriado deste sábado, 15
Cidades Arquidiocese celebra 210 anos da festa de Nossa Senhora das Vitórias com novidades no percurso e grande participação popular Mín. 18° Máx. 28°





