

No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, a Secretaria de Estado da Educação do Maranhão (Seduc) reafirma seu compromisso com a promoção de uma educação inclusiva e acessível para todos. Segundo o Boletim Social da Educação Especial na Perspectiva Inclusiva do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), em 2023, a rede pública de ensino do Maranhão contabilizou 20.369 matrículas na educação especial, sendo 94,2% dos estudantes incluídos em classes comuns, refletindo os avanços na inclusão educacional.
Apoio e estrutura
A educação inclusiva é um dos pilares fundamentais para garantir que todos os estudantes tenham acesso a um ensino de qualidade, independente de suas especificidades. No Maranhão, a Seduc tem reforçado esse compromisso por meio de investimentos na ampliação de centros especializados, na capacitação de profissionais e na oferta de suporte pedagógico adequado para alunos com deficiência, incluindo aqueles no espectro autista.
A rede estadual conta com importantes centros de apoio pedagógico, como o Centro de Educação Especial Helena Antipoff, o Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual do Maranhão (CAP/MA), o Centro de Ensino de Apoio à Pessoa com Surdez Prof. Maria da Glória Costa Arcangeli (CAS/MA), o Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação Joãosinho Trinta e o Centro de Educação Especial Padre João Mohana. Essas unidades têm desempenhado um papel essencial na formação, acompanhamento e desenvolvimento dos estudantes com autismo e outras condições.
A secretária de Estado da Educação, Jandira Dias, destaca a importância dessas ações e desses espaços na construção de uma educação verdadeiramente inclusiva. “A inclusão educacional é um compromisso que exige esforços contínuos e investimentos em formação, infraestrutura e acolhimento. No Maranhão, temos avançado significativamente, garantindo que nossos estudantes com deficiência, incluindo aqueles no espectro autista, tenham acesso a uma educação de qualidade e com suporte adequado. Centros especializados, como o João Mohana e o NAAHS, aliados à formação continuada dos nossos educadores, fortalecem esse processo e reafirmam nosso compromisso com uma escola verdadeiramente integrada, onde cada estudante possa desenvolver seu potencial e se sentir pertencente”.
O Centro de Educação Especial Padre João Mohana é voltado para a educação adequada de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Atende, também, crianças e adolescentes com outras síndromes e transtornos com deficiência intelectual associada.
O Centro João Mohana tem sido uma referência no atendimento a estudantes com deficiência intelectual e transtorno do espectro autista (TEA) na rede estadual de ensino. Com um trabalho contínuo e especializado, a instituição se dedica a promover o desenvolvimento integral desses alunos, garantindo apoio pedagógico e terapêutico para aprimorar suas habilidades cognitivas, motoras, pessoais e sociais.
A gestora do Centro, Luciana Santos, destaca a importância da missão da unidade e os desafios enfrentados no cenário pós-pandemia. "O Centro vem cumprindo sua missão de promover a aprendizagem dos estudantes com deficiência intelectual e autismo ao longo dos anos. Em 2024 e, agora em 2025, temos recebido cada vez mais alunos com diferentes necessidades de aprendizagem e condições comportamentais. Nossa equipe tem buscado aperfeiçoamento constante, participando de cursos para atender melhor esses estudantes nas mais diversas áreas do desenvolvimento".
Atualmente, a unidade atende 140 estudantes, sendo mais de 100 com TEA, consolidando-se como o único centro da Rede Estadual que atende esse público na faixa etária dos 03 aos 17 anos. Além do trabalho interno, o Centro tem reforçado sua atuação junto às escolas regulares, promovendo o diálogo e o suporte necessário para fortalecer a inclusão escolar.
"Temos uma função primordial dentro da Rede, que possui inúmeros estudantes com autismo distribuídos em várias escolas. Nossa equipe tem trabalhado para oferecer suporte contínuo e aprimorar a inclusão dentro do ensino comum, trazendo profissionais para dentro da unidade para dialogar e buscar estratégias que melhorem os índices educacionais desse público tão importante para a nossa sociedade”, concluiu Luciana.
Entre os mais de 100 estudantes atendimentos no João Mohana, está o pequeno Roger Matos Martins Rodrigues, que fala sobre o seu dia a dia no local. “Eu gosto de brincar e também estudar. Eu me esforço muito para as provas e tirar notas boas. Desde a primeira vez que vim estudar aqui no João, eu gostei muito".
Dentro da rede que atende crianças e adolescentes com TEA, temos, também, o Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (NAAHS) que estimula os talentos e potencializa o aprendizado de estudantes, dentro do espectro, e que possuem altas habilidades, pois a educação inclusiva vai além de garantir acesso à escola – ela precisa reconhecer e atender às necessidades específicas de cada estudante. Para alunos com altas habilidades ou superdotação, é fundamental contar com um ambiente que estimule o pensamento crítico, a criatividade e o desenvolvimento pleno de seus talentos. O Núcleo atende 13 estudantes com TEA.
O desenvolvimento de estudantes com altas habilidades vai além do estímulo ao talento – é essencial que esses alunos reconheçam seu próprio potencial e construam uma identidade fortalecida. No NAAHS, esse trabalho é conduzido com uma abordagem que valoriza não apenas as capacidades intelectuais, mas também o autoconhecimento e a autoestima dos estudantes.
O gestor do núcleo, Fabiano Tarja, destaca a importância desse olhar diferenciado. "No NAAHS, buscamos não apenas valorizar o talento dos estudantes, mas também ajudá-los a se perceberem, a se conhecerem e a reconhecerem sua importância na sociedade. O autoconhecimento está diretamente ligado à autoestima e permite que eles compreendam suas capacidades e talentos. Com isso, passam a se ver como cidadãos que devem ser valorizados e reconhecidos. Nosso maior objetivo é promover essa consciência, incentivando a independência pessoal para que cada aluno possa trilhar seu próprio caminho com autonomia e confiança".
Formação continuada
Como parte fundamental nas ações de fortalecimento voltadas para estudantes com deficiência, a formação contínua para os profissionais da rede de ensino, constitui-se como uma ação estruturante no do processo de inclusão. Nesse sentido, a Seduc reafirmando seu compromisso com a garantia de direito à Educação Inclusiva a todos(as) estudantes com deficiência, estabeleceu parceria com Universidade Federal do Maranhão (Ufma), com a Rede Nacional de Formação Continuada de Profissionais do Magistério da Educação Básica (Renafor), no âmbito da Diretoria de Políticas de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva – DIPEPI da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, e Diversidade do Ministério da Educação (SECADI/MEC), para ofertar cursos de aperfeiçoamento para professores(as) e gestores(as) na área da Educação Especial na Perspectiva Inclusiva, assegurando atendimento adequado na escola e para além dela.
Desde a pactuação em 2024, quatro turmas já foram ofertadas com cursos voltados à Educação Especial na perspectiva inclusiva. Ao todo foram 1.345 (um mil, trezentos e quarenta e cinco) oportunidades de formação continuada para os profissionais da educação que atuam na educação básica, prioritariamente no Estado do Maranhão.
Os cursos oferecidos abrangem a formação de gestores escolares do Ensino Médio, Educação Profissional, Educação Infantil e Ensino Fundamental, além do aperfeiçoamento e qualificação profissional de professores em estratégias pedagógicas inclusivas. Também há formações voltadas para a criação de recursos pedagógicos acessíveis, contribuindo para que os educadores desenvolvam práticas eficazes no atendimento a estudantes com deficiência, altas habilidades e outras necessidades educacionais específicas.
Com essa iniciativa, o Maranhão reforça o compromisso com uma educação equânime, acessível, na perspectiva de justiça social e inclusiva.
Geral Mega-sena acumula para R$ 45 milhões; confira os números
São Paulo Leishmaniose: entenda o que é a doença e como se proteger do quadro
Cuiabá - MT Limpurb retira lixo e vegetação de córrego no bairro Araés
São Paulo Saiba mais sobre o Guia de Jornada que orienta candidatos sobre etapas do vestibular para ingresso na USP
Cidades Cerimônia oficial de tombamento do Cristo como patrimônio histórico de Vitória da Conquista será nesta segunda-feira, 15
São Paulo Agosto Lilás: oficina sobre empreendedorismo feminino tem inscrições abertas
Cidades Prefeitura levou serviços essenciais e cidadania aos moradores dos residenciais Lagoa Azul no feriado deste sábado, 15
Cidades Arquidiocese celebra 210 anos da festa de Nossa Senhora das Vitórias com novidades no percurso e grande participação popular
Geral Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 38 milhões neste domingo Mín. 18° Máx. 28°





