

Abril Azul é o mês dedicado à conscientização sobre o autismo, e o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol) realizou um ciclo de palestras, nos dias 2 e 3, desta semana, com o intuito de capacitar seus profissionais para oferecer o melhor acolhimento a pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Durante o evento, especialistas compartilharam estratégias de comunicação e técnicas de adaptação de ambientes, com o objetivo de proporcionar um atendimento mais humanizado e eficaz a crianças e adolescentes com o transtorno.
A diretora-geral Sara Castro afirmou que a iniciativa quer assegurar um cuidado integral, respeitando as especificidades e necessidades das pessoas atípicas, promovendo um atendimento mais inclusivo e sensível.
“Estamos preparando a nossa equipe para desenvolver um protocolo de atendimento específico para pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), assegurando um acolhimento prioritário e respeitoso. Acreditamos que essa abordagem é o pontapé inicial para aprimorar a qualidade da assistência oferecida aos nossos usuários”, disse Sara Castro.
Natacha Cardoso, coordenadora de humanização do Hoiol, enfatizou que, por ser uma unidade pediátrica, o hospital já oferece atendimento prioritário e segue a classificação de risco da escala Manchester. No entanto, destacou a importância de um olhar diferenciado para pacientes autistas.
"Esse entendimento surgiu após ouvirmos as mães atípicas, o que nos levou a rever nossos processos internos e, desenvolver um projeto piloto focado na inclusão e capacitação, que também abrangeu atendimento humanizado para povos indígenas e surdos. A ideia é garantir um acolhimento mais empático, inclusivo e atento às particularidades de cada paciente.
A coordenadora enfatizou que, “apesar de estarem apenas no início dessa jornada, o hospital iniciou ações para sensibilizar tanto os profissionais quanto às famílias sobre o autismo’. Natacha também compartilhou uma parceria com a Usina da Paz, que fornecerá capacitação e certificação para os colaboradores. “O hospital tem sido reconhecido por sua abordagem única e pioneira no atendimento a pacientes autistas, sendo um exemplo de esforço para criar um ambiente mais inclusivo e sensível às necessidades desse público.
“Durante a programação, foi anunciada a implementação de mudanças no fluxo de atendimento, como a inclusão do autismo na classificação de risco e a identificação do paciente no prontuário eletrônico, garantindo que mães não enfrentam dificuldades na recepção. Além disso, a equipe multidisciplinar será mobilizada para oferecer um atendimento individualizado, considerando as limitações sensoriais e emocionais dos pacientes, com o objetivo de aprimorar o acolhimento e a qualidade do cuidado, marcando o início de uma trajetória de melhorias contínuas no hospital”, afirmou Natacha Cardoso.
Mãe de Afonso Gabriel Santos, de 5 anos, Ana Débora Rodrigues, 34 anos, destacou que o menino é não verbal e tem restrição ao toque, o que dificulta o atendimento. “Estou muito feliz com o esforço do hospital em capacitar os funcionários para lidar com as particularidades das crianças autistas, como saber o momento certo de interagir ou respeitar as crises. Essa evolução não beneficiará apenas meu filho, mas todas as crianças que precisam de acolhimento especializado, proporcionando maior segurança e conforto tanto para as famílias quanto para a equipe hospitalar”, disse.
Além da palestra “Autismo e Humanização No atendimento Hospitalar: compreendendo e acolhendo, ministrada por Geovana Quadros e Rafaela Freitas, o evento também contou com a participação de Rosenilde Santos, mestre em docência e especialista em psicopedagogia que atua no projeto de inclusão Usina da Paz Jurunas - Condor, ministrou a palestra' Quando a gente se conscientiza, as peças se encaixam”. Ela frisou que o acolhimento vai além da humanização; trata-se de respeitar e entender as necessidades das pessoas atípicas ou neurodivergentes, destacando a empAitia como essencial nesse processo.
“Essa parceria visa ampliar os serviços oferecidos para crianças neurodivergentes e respectivas famílias, oferecendo apoio em terapias, avaliações e orientações sobre os primeiros passos para o atendimento adequado. A colaboração entre as instituições visa melhorar o atendimento e esclarecer dúvidas, proporcionando um suporte mais completo. Esperamos consolidar esses laços e fortalecer o papel de humanização e acolhimento no Hospital Oncológico Infantil, em conjunto com o projeto de inclusão da Usina”, concluiu Rosenilde Santos.
São Paulo Saiba mais sobre o Guia de Jornada que orienta candidatos sobre etapas do vestibular para ingresso na USP
Cidades Cerimônia oficial de tombamento do Cristo como patrimônio histórico de Vitória da Conquista será nesta segunda-feira, 15
São Paulo Agosto Lilás: oficina sobre empreendedorismo feminino tem inscrições abertas
Cidades Prefeitura levou serviços essenciais e cidadania aos moradores dos residenciais Lagoa Azul no feriado deste sábado, 15
Cidades Arquidiocese celebra 210 anos da festa de Nossa Senhora das Vitórias com novidades no percurso e grande participação popular
Geral Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 38 milhões neste domingo Mín. 18° Máx. 28°





