

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu um casal, proprietário de uma clínica de reabilitação, por suspeita de envolvimento no homicídio de um ex-paciente e de desvios de mais de R$ 143 mil da conta bancária da vítima. A ação ocorreu nesta quinta-feira (10), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais.
A investigação teve início após o corpo de um homem ser encontrado na área rural de Ponta Grossa, na Estrada do Alagado, no dia 26 de março deste ano, com diversos golpes de arma branca. A vítima, um homem de 40 anos, tinha passado pela clínica terapêutica administrada pelos suspeitos.
Durante as investigações, foi verificado que, no dia 11 de março, ele foi hospitalizado após sofrer um acidente em uma pousada na qual estava hospedado. Na ocasião, o proprietário da clínica, que era identificado como contato de emergência, foi chamado ao local.
Segundo o delegado Luís Gustavo Timossi, após ter acesso aos pertences dele e ao seu celular, foram iniciadas diversas transações bancárias em favor da clínica terapêutica e de seu proprietário. “Enquanto a vítima ainda estava hospitalizada, foram desviados R$ 86,5 mil de sua conta bancária. Verificou-se também que, após a alta médica, ele não foi mais visto, coincidindo com o período em que os desvios se intensificaram, não cessando nem mesmo após sua morte”, explicou.
No dia seguinte à descoberta do corpo, as equipes policiais identificaram que o casal comprou um par de bicicletas, avaliadas em R$ 5 mil, e também foi realizada uma transferência de R$ 27,5 mil para a clínica.
Além das prisões temporárias, a Justiça determinou a expedição de mandados de busca e apreensão em diversos endereços relacionados aos investigados. Em uma das residências, as bicicletas adquiridas com o dinheiro da vítima foram localizadas. Também foi determinado o bloqueio de bens e valores do casal e da clínica até o montante desviado.
"As evidências indicam um crime premeditado com motivação financeira. Há fortes suspeitas de que os suspeitos tenham se aproveitado da vulnerabilidade dele, que era dependente químico, para obter acesso às suas contas bancárias", afirma o delegado.
Ao final do inquérito policial, os suspeitos poderão ser indiciados pelos crimes de homicídio qualificado, furto mediante fraude, e, possivelmente, por cárcere privado. As prisões foram decretadas por 30 dias, com possibilidade de prorrogação, caso seja necessário para o andamento das investigações.
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