

O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio) celebra, nesta quarta-feira (16), seus 18 anos de atuação na preservação ambiental e promoção do uso sustentável das florestas públicas no Pará. Vinculado ao Governo do Estado, o órgão chega à maioridade consolidado como protagonista na gestão de áreas protegidas, recuperação de ecossistemas e valorização da biodiversidade amazônica. Criado em 2007, o Instituto tem como missão proteger o patrimônio natural e cultural da Amazônia paraense, contribuindo diretamente para o enfrentamento das mudanças climáticas e o desenvolvimento socioambiental.
A história do Ideflor-Bio é marcada pela criação e gestão de Unidades de Conservação (UCs) estaduais. Atualmente, o Instituto administra 29 UCs, que somam cerca de 21 milhões de hectares — área superior ao território de muitos países e equivalente a 16% do Pará. Desse total, 13 estão sob a categoria de Proteção Integral. “É com grande satisfação que celebramos os 18 anos de existência do Ideflor-Bio. Enfrentamos desafios e conquistamos vitórias, sempre pautados pela ética, transparência e compromisso com a sustentabilidade”, afirma o presidente do Instituto, Nilson Pinto.
A trajetória institucional foi construída por histórias pessoais de dedicação ao serviço público e ao meio ambiente. A engenheira florestal Cíntia Soares, gerente de Contratos Florestais, acompanhou 17 dos 18 anos do Instituto. “Trabalhar aqui é uma satisfação, uma missão que carrego com muito orgulho. Vi o Instituto se tornar referência em gestão de florestas e desenvolvimento sustentável. O protagonismo da agenda ambiental no Pará passa por aqui”, afirmou. Para ela, o futuro do Ideflor-Bio está na ampliação das ações, na valorização dos servidores e no alcance das comunidades tradicionais e povos da floresta.
Protagonismo -Em 2023, o Ideflor-Bio e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) implementaram a Política e o Sistema Estadual de Unidades de Conservação, estabelecendo novas diretrizes para a criação e gestão dessas áreas. O destaque vai para as três categorias inéditas no país: Bosques Municipais, Rios de Proteção Especial e Reservas Estaduais de Pesca. A proposta é ampliar a proteção da biodiversidade e integrar áreas urbanas às políticas ambientais, com foco em soluções de baixo custo e alto impacto social e ecológico.
Na área da restauração florestal e apoio à produção sustentável, a Diretoria de Desenvolvimento da Cadeia Florestal (DDF) encerrou 2024 com a distribuição de mais de 3,3 milhões de sementes e 2,2 milhões de mudas. Por meio do Programa Sistemas Agroflorestais (PROSAF), 2.323 famílias foram beneficiadas com espécies como açaí, cacau, cupuaçu e outras frutíferas, fortalecendo cadeias produtivas e promovendo segurança alimentar. “Distribuir essas sementes e mudas é plantar esperança e garantir que o Pará continue sendo um exemplo de biodiversidade e desenvolvimento sustentável”, afirmou Nilson Pinto.
Biodiversidade -Na linha de frente da conservação da fauna amazônica está a Diretoria de Gestão da Biodiversidade (DGBio), que conduz ações de destaque, como o Projeto de Reintrodução e Monitoramento de Ararajubas no Parque Estadual do Utinga. O nascimento de mais de cinco filhotes em 2024 marcou um avanço inédito na recuperação dessa espécie ameaçada. Outro destaque foi a criação do Programa de Conservação Quelônios do Pará. “Essas ações mostram que é possível reverter cenários de ameaça com planejamento técnico, pesquisa e participação social”, destacou o titular da DGBio, Crisomar Lobato.
“Desde que entrei no Ideflor-Bio, em 2015, pude acompanhar de perto a evolução das nossas políticas de conservação e o fortalecimento da gestão da biodiversidade no Pará. O Instituto se tornou um exemplo de como é possível unir ciência, sensibilidade social e compromisso com o futuro. Ver as ararajubas voltarem a nascer no nosso território, por exemplo, é mais do que um feito técnico: é um símbolo da esperança que plantamos todos os dias”, enfatizou Crisomar Lobato.
A atuação do Instituto também foi destaque internacional na COP 16 da ONU, na Colômbia, onde apresentou suas experiências no bloco temático sobre biodiversidade e mudanças climáticas. Paralelamente, o Ideflor-Bio tem ampliado as políticas públicas voltadas à proteção da flora, com a revisão da Lista de Espécies Ameaçadas e a implementação de planos territoriais de conservação no Xingu. A expectativa é que esses avanços ganhem ainda mais força em 2025, com a realização da COP 30 em Belém, reforçando o protagonismo global do Pará nas agendas ambientais.
Concessões -No campo do manejo sustentável, a Diretoria de Gestão de Florestas Públicas de Produção (DGFLOP) consolida o Pará como líder em concessões florestais. Com mais de 600 mil hectares em manejo nas regiões de Mamuru-Arapiuns e Flota Paru, o modelo alia geração de renda, combate ao desmatamento e conservação da biodiversidade. “As concessões florestais são uma ferramenta poderosa para promover a economia local e assegurar a sustentabilidade das nossas florestas públicas”, destacou Nilson Pinto. O modelo para restauração ecológica também tem colocado o estado na vanguarda da bioeconomia.
Outro avanço expressivo veio da Diretoria de Gestão e Monitoramento de Unidades de Conservação (DGMUC), que dobrou o número de Planos de Gestão entregues em 2024. Quatro documentos estratégicos foram elaborados com participação das comunidades e foco na sustentabilidade, incluindo os da APA Araguaia, Parque Estadual Serra dos Martírios/Andorinhas, APA Triunfo do Xingu e Flota do Iriri. “Esses documentos são fundamentais para proteger a biodiversidade, planejar o uso sustentável das áreas protegidas e atender às comunidades locais”, explicou o diretor da DGMUC, Ellivelton Carvalho.
Com uma equipe técnica qualificada e metas ambiciosas, o Ideflor-Bio segue com papel central na construção de um Pará mais verde, inclusivo e resiliente. Comemorando 18 anos, o Instituto reafirma seu compromisso de aliar ciência, governança e participação social para proteger os ecossistemas amazônicos e promover justiça ambiental. “O Pará é uma potência ambiental, e o Ideflor-Bio é um dos seus maiores instrumentos de transformação”, concluiu Nilson Pinto.
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