

A compra de produtos falsificados pode causar reações alérgicas e representam um risco real à saúde pública, esse tipo de atividade tem se aproveitado indevidamente de marcas registradas para enganar consumidores e profissionais.
O caso mais recente ocorreu no interior de São Paulo, onde uma fábrica de cosméticos foi fechada no início de maio. A operação revelou que os produtos eram desenvolvidos sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e em condições sanitárias precárias. Situação semelhante foi registrada em abril na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.
Edson Pereira, sócio da rede de salões Lisoterapia, conta que a marca também tem sido alvo desse tipo de crime. “Existem empresas comercializando produtos com nosso nome, sem qualquer vínculo com a rede. Já realizamos denúncias e seguimos tomando as medidas jurídicas cabíveis, mas os falsificadores continuam atuando”, alerta
Segundo o empresário, os produtos da rede Lisoterapia são de uso profissional e não são vendidos ao consumidor final. Ele ainda complementa que cosméticos capilares falsificados ou desenvolvidos em fábricas clandestinas podem conter substâncias proibidas, como formol em concentrações perigosas, podendo comprometer a saúde geral dos consumidores.
“Usar produtos falsificados nos fios é uma verdadeira ‘roleta russa química’, tanto para quem usa quanto para quem aplica”, complementa Edson. O empresário aponta preocupação com o fato de muitas pessoas comprarem produtos pela internet sem saber da real origem.
“A busca por alisamentos mais baratos e rápidos, muitas vezes sem acompanhamento profissional, tem incentivado um mercado clandestino cada vez mais ousado. Esses locais produzem fórmulas sem qualquer higiene, segurança ou respaldo técnico. O consumidor final não tem como saber o que está aplicando, e em muitos casos, nem sequer encontra o vendedor depois que sofre os danos”, alerta Pereira.
De acordo com o especialista, o alerta também vale para profissionais da área da beleza. “É preciso desconfiar de preços muito baixos, checar a procedência dos produtos e confirmar se a marca tem uma rede autorizada de vendas. E lembrar que, muitas vezes, até embalagens idênticas às originais estão sendo usadas por essas fábricas clandestinas”, ressalta.
Mas o que um consumidor pode fazer para ter mais segurança na hora da compra? As recomendações de Pereira são claras. “Busque informações da empresa, procure o CNPJ. Verifique se essa empresa realmente tem detenção da marca. Não compre apenas porque viu alguém postando”, orienta.
Outras recomendações incluem checar se há denúncias sobre o produto e comprar sempre em canais oficiais e autorizados, desconfiando de preços abaixo do mercado.
Edson Pereira cita as ações tomadas na empresa da qual é sócio para ilustrar como os negócios podem contribuir para enfrentar o problema.
“Além das medidas jurídicas e das denúncias que fazemos sempre que tomamos conhecimento do uso indevido da marca, nosso foco tem sido também a prevenção por meio da informação. Utilizamos nossas redes sociais, canais de atendimento e ações de comunicação para orientar clientes e profissionais sobre como identificar fraudes e evitar situações perigosas”, aponta.
“Caso vá comprar um produto liberado para venda ao consumidor final, o cuidado deve ser redobrado, pois muitas fábricas clandestinas estão produzindo produtos com embalagens idênticas às de marcas conhecidas, o que pode facilmente enganar o consumidor. Por isso, sempre que possível, compre diretamente na loja oficial da marca e tome cuidado ao comprar químicas que devem ser utilizadas apenas por profissionais. Cuidar da saúde começa pela escolha consciente dos produtos”, conclui.
Para saber mais, basta acessar: https://www.instagram.com/lisoterapia
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