

O último dia do Arrasta Fé, promovido pelo Governo de Sergipe, foi marcado pela presença das religiões de matriz africana, com programação voltada aos povos de terreiro e às tradições afro-brasileiras. O evento, que ocupou a Orla da Atalaia durante três dias, encerrou sua primeira edição celebrando a diversidade religiosa e reafirmando o compromisso com a inclusão social.
Durante todo o Arrasta Fé, a Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic) garantiu ações voltadas à acessibilidade. O palco principal contou com intérpretes de Libras e o Camarote da Acessibilidade recebeu pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. A presença das religiões afro neste espaço também foi um marco importante, como ressaltou o egbomi Wanderlan Porto, da casa Ilé Asé Iyá Osun.“O Camarote da Acessibilidade nós entendemos que é nosso espaço e que é um local onde a gente pode estar e conviver coletivamente, de acordo com a nossa religiosidade”, afirma.
A secretária da Seasic, Érica Mitidieri, destacou que o evento cumpre um papel importante de promoção da igualdade e proteção à liberdade religiosa. “O Arrasta Fé nasce para ser um espaço de diversidade religiosa, de respeito mútuo e de proteção à fé de todas as pessoas. Ao garantir a presença das religiões de matriz africana, o Governo do Estado reafirma seu compromisso com a promoção da igualdade, com o combate à intolerância e com a construção de políticas públicas inclusivas”, declara.
Para a coordenadora de Promoção da Igualdade Racial da Seasic, Ianne Cavalcante, o protagonismo das religiões afro no evento é também um enfrentamento direto ao racismo religioso.“É um evento que demonstra o compromisso do Governo do Estado de Sergipe com a proteção das diversas crenças, das diversas religiões, de dar protagonismo a todas as religiões, porque a gente entende que esse protagonismo também é uma forma de proteger e de combater o racismo religioso e a intolerância religiosa”, destaca.
Salvador do Nascimento Filho, umbandista, também celebrou a iniciativa e ressaltou o ineditismo da ação por parte da gestão estadual.“Esse evento aqui para nós representa mais um marco, porque nos eleva ainda mais, mostrando que nós existimos. Nós acolhemos todo mundo e queremos ser respeitados em nossos direitos também”, disse.
Entre o público presente, a programação foi recebida com entusiasmo. Para Eloísa Gregório, a realização do evento representa resistência e valorização da cultura afro-brasileira.“Dá visibilidade para os povos que existem em Aracaju e dá mais força pra gente continuar resistindo e mostrando que a cultura é múltipla”, conta. A amiga Débora Letícia complementou: “Já temos festas para todo tipo de povo, mas é necessário um evento como esse, para poder agregar a comunidade de terreiro”.
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