

O secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, disse nesta quarta-feira (10) que os casos de hepatite A aumentaram 50% em relação ao ano anterior. São quase 500 casos da doença na cidade do Rio só neste ano . A informação foi dada pelo secretário durante o Seminário de Saúde Suplementar, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que debate perspectivas para 2030.
“É uma doença imunoprevenível. A recomendação é que as pessoas procurem as unidades de saúde para se vacinar, lembrando que não são todos os grupos que podem fazer a vacina da hepatite A. A gente não consegue precisar por que está aumentando. Mas é bastante preocupante, inclusive com aumento de internações” afirmou Soranz.
O secretário informou que a doença pode ser transmitida por alimentos, água contaminada ou relações sexuais. “A gente está percebendo esse aumento principalmente em pessoas jovens, com vida sexual ativa. O número de casos está aumentando numa velocidade muito grande no Brasil, e aqui no Rio de Janeiro não é diferente."
Segundo o Ministério da Saúde, o vírus da hepatite A tem como principal forma de transmissão o contato oral-fecal . A transmissão está ligada a condições inadequadas de saneamento básico, higiene pessoal e consumo de água e alimentos contaminados. As transmissões por via percutânea (perfuração da pele de forma acidental) ou parental (por meio de transfusão ou contato com sangue) do vírus A são muito raras. Pode ocorrer por contato pessoal próximo, como entre pessoas que vivem na mesma residência, em instituições de longa permanência e crianças em creches.
“Além disso, há também relatos de casos e surtos que ocorrem em populações com práticas sexuais anal e oroanal ou outras formas de exposição a resíduos fecais que podem aumentar o risco de transmissão como, por exemplo, acessórios sexuais. Geralmente, a infecção tem curso previsível e limitado em crianças, sendo mais grave em adultos. Contudo, podem ocorrer formas fulminantes da doença, capazes de causar morte ou desencadear doença autoimune grave ”, informa o ministério.
Sobre a reclamação de usuários de planos de saúde com os reajustes altos, a diretora de Normas e Habilitação de Produtos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Lenise Secchin, disse que o importante é promover a saúde pensando em uma coordenação do cuidado e verificar a forma como fazer uso dos procedimentos, pois isso “impacta no bolso do cidadão”.
“Se você tem uma utilização sem cuidado e descoordenada, isso aumenta custos, que no ano seguinte vão virar reajuste”, afirmou Lenise, no evento da FGV. “Redução de custos é o esforço de todo mundo. Cada incorporação de tecnologia representa um custo adicional. A saúde não tem preço, mas a medicina tem custo”.
Ela acrescentou que é positivo o aumento da expectativa vida no Brasil, mas isso traz desafios. “Em 2030, segundo o IBGE, teremos uma paridade entre pessoas idosas e pessoas jovens . Isso, no setor de saúde suplementar, quando a gente tem um mutualismo, um grupo de pessoas pagam para que outro possa fazer a utilização, tem impacto. Ou seja, você está deixando de ter um grupo que ajuda os mais idosos a terem seu plano de saúde. Nesse sentido é que estamos fazendo grupos de trabalho e discussões com a sociedade e com as operadoras para ver a forma lidar com esse desafio ,que não é só da saúde”, disse a diretora.
Saúde Caso confirmado de sarampo acende alerta sobre cobertura vacinal
Sergipe SergipePrevidência celebra 20 anos com avanços na gestão e reconhecimento nacional
Mato Grosso do Sul Tuberculose ganha monitoramento mais estratégico com regionalização da saúde prisional
Mato Grosso do Sul Rota do Ônibus do Hemosul amplia doações percorrendo municípios do interior de MS
IPE Saúde IPE Saúde encerra primeiro ciclo do Programa Mais Assistência com 6.891 inscrições para credenciamento médico
Saúde Estado lança Ambulatório de Especialidades de Curitiba com investimento de R$ 22,5 milhões Mín. 19° Máx. 31°





