

O Hospital Eduardo de Menezes (HEM), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) , agora conta com a agilidade e tecnologia do Laboratório Central da Fundação Ezequiel Dias (Lacen-MG/Funed) para a realização de testes para vírus respiratórios com liberação dos diagnósticos em até um dia.
O Projeto CTI 24 horas, que já está no Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII) há dois anos, permite um tratamento mais assertivo e rápido, colaborando para maior giro de leitos, além de possibilitar a identificação mais precoce da necessidade de isolamento, diminuindo a probabilidade de surtos respiratórios intra-hospitalares.
“Estamos com grande expectativa, pois agora conseguiremos um direcionamento melhor e mais ágil em relação aos diagnósticos e tratamentos dos pacientes com doenças potencialmente graves, como é o caso das meningoencefalites e das doenças respiratórias”, afirma a gerente assistencial e infectologista do HEM, Tatiani Fereguetti.
“Com isso, será possível fazer uma avaliação mais assertiva e segura, melhorando a gestão de leitos e possibilitando atender mais pacientes em menos tempo”, avalia.
A coordenadora da Divisão de Epidemiologia e Controle de Doenças da Funed, Josiane Barbosa Piedade Moura, ressalta que a redução no tempo de liberação dos exames tem transformado o cuidado hospitalar. “São resultados expressivos, que comprovam a importância da vigilância laboratorial e reforçam o papel da Funed como referência no diagnóstico de vírus respiratórios”, destaca.
A referência técnica em Vigilância de Vírus Respiratórios da Funed, André Felipe Leal Bernardes, explica que a iniciativa surgiu em meio a um cenário de intensa circulação viral e reorganização do fluxo de diagnóstico de vírus respiratórios. “A diversidade de agentes circulantes reforça a necessidade de diagnósticos rápidos e sensíveis, especialmente em ambientes hospitalares de alta complexidade”, explica.
Experiência de sucesso
O Projeto CTI 24 horas é uma iniciativa do Laboratório de Vírus Respiratórios da Funed e vem mudando o panorama do diagnóstico laboratorial em pacientes críticos.
Sucesso já no HIJPII, onde foi implantado em 2023, a iniciativa reorganizou os fluxos de cadastro, recebimento, processamento e liberação de resultados de exames, com foco na redução do tempo total de atendimento e no apoio à tomada de decisão clínica, especialmente em unidades de terapia intensiva
Somente em 2025, o hospital infantil já enviou mais de 1,5 mil amostras de pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), nas quais são realizadas análises de 16 vírus respiratórios.
“Hoje, temos resultados mais rápidos para pacientes graves, menos tempo de internação, menor número de reinternações, maior rotatividade de leitos e redução no uso de antibióticos”, ressalta a pediatra infectologista do HIJPII, Lilian de Araujo Ramos.
Circulação viral
Este ano, 25% dos mais de 2,2 mil pacientes notificados para SRAG atendidos no HIJPII necessitaram de internação no CTI. Desses, 85,2% tiveram amostras coletadas para realização do Painel de Vírus Respiratórios (PVR) e, em 80%, foram identificados um ou mais vírus.
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