

A Associação dos Engenheiros da Sabesp – AESabesp uniu-se à Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe) para organizar a terceira edição do relatório “Saneamento e mudança climática: Diretrizes aos prestadores de serviços de água e esgoto para o enfrentamento de eventos adversos”.
Com mais de mil contribuições de 18 prestadores associados à Aesbe, além dos especialistas da AESabesp e de diversas colaborações de entidades das cinco regiões do país, coletadas em dois seminários (em São Paulo e Manaus), o documento propôs orientações para gestores de saneamento, abordando eventos adversos, ações preventivas e emergenciais.
A publicação foi lançada no dia 2 de outubro, em Belém/PA, durante a abertura da Casa do Saneamento, pela Funasa – Fundação Nacional de Saúde, evento que ocorreu de 30 de setembro a 2 de outubro. Posteriormente, foi apresentada pelas entidades durante o 36º Encontro Técnico e Fenasan 2025, em São Paulo, de 21 a 23 de outubro (www.fenasan.com.br) e, finalmente, na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá de 10 a 21 de novembro, na capital paraense. Neste dia 2, em Belém, a AESabesp foi representada por Maria Aparecida Silva de Paula, coordenadora de Relações Institucionais, e por Kleber dos Santos, diretor de Comunicação e Marketing.
O relatório é resultado de um trabalho de quase dois anos da Aesbe, que, em sua terceira edição, contou com a parceria da AESabesp e da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), com apoio da Fonplata. O documento oferece diretrizes para que as empresas de água e esgoto possam enfrentar os desafios impostos pela mudança climática, abrangendo diversas macrorregiões do Brasil, com soluções para segurança hídrica e resiliência dos serviços.
A COP30 será palco global para o debate e a busca por soluções para os desafios climáticos. Neste contexto, o relatório destacou-se como uma contribuição com diretrizes práticas para que os prestadores de serviços de água e esgoto se adaptem e mitiguem os impactos da mudança climática.
Os efeitos das mudanças climáticas, manifestados por meio de eventos adversos como chuvas extremas, secas e ondas de calor, demandam ações coordenadas. O documento destacou a importância de medidas preventivas e emergenciais, como proteção de mananciais, gestão eficiente de recursos hídricos e implementação de tecnologias avançadas, considerando as necessidades das populações mais vulneráveis e promovendo a troca de experiências entre os entes do setor.
O relatório não se limitou a apresentar um diagnóstico, mas também propôs diretrizes práticas e aplicáveis, adaptáveis às realidades regionais e locais. As orientações abrangeram áreas como planejamento e contingência, gestão de recursos hídricos, tecnologia e infraestrutura, ações sociais e comunitárias, parcerias, melhorias em estações de tratamento, adaptação e resiliência a eventos extremos, infraestrutura de apoio e emergência, monitoramento e outros investimentos.
O documento busca contribuir para o início de um processo amplo de aperfeiçoamento das diretrizes, de modo que os prestadores de serviços de água e esgoto estejam preparados para ajustar suas operações à nova realidade. As orientações são relevantes para a implementação de políticas alinhadas à agenda climática global.
Casa do Saneamento: seminário e lançamento do relatório
A inauguração da Casa do Saneamento, iniciativa da Funasa, buscou consolidar-se como espaço de convergência, diálogo e cooperação multissetorial em saneamento, saúde e meio ambiente. O evento inaugural foi realizado em Belém, no marco preparatório da COP30, simbolizando o compromisso do Brasil com a universalização do saneamento básico e a redução das desigualdades.
No Brasil e na Região das Américas, os determinantes ambientais da saúde, especialmente o saneamento básico, são fatores centrais para reduzir iniquidades em saúde, proteger populações vulneráveis e fortalecer a justiça climática. A ausência de acesso seguro ao saneamento está associada a milhares de mortes evitáveis por doenças de veiculação hídrica e outras relacionadas às condições ambientais inadequadas, além de agravar impactos socioambientais e econômicos.
Na programação do lançamento da Casa do Saneamento, no dia 2 de outubro, foi lançado o relatório “Saneamento e mudança climática: Diretrizes aos prestadores de serviços de água e esgoto para o enfrentamento de eventos adversos”: “Boas práticas, inovações, soluções e Carta de Belém sobre saneamento básico, saúde e justiça climática para a COP30”.
Para mais informações, basta acessar: https://www.aesabesp.org.br/2025/09/29/aesabesp-e-aesbe-lancam-em-belem-pa-documento-orientador-para-um-futuro-hidrico-sustentavel-rumo-a-cop30/
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