

O Piauí possui atualmente 74 Patrimônios Vivos, entre mestres e grupos culturais, reconhecidos oficialmente por meio da Lei Estadual n. 5.816 de 16 de dezembro de 2008. Além do reconhecimento simbólico, o programa concede bolsas mensais que variam de R$ 1.000 a R$ 2.000, assegurando condições para que saberes tradicionais e populares, como o Reisado, a Roda de São Gonçalo e o artesanato, continuem vivos e transmitidos às novas gerações.
Para o governador Rafael Fonteles, o programa de Patrimônio Vivo é uma forma de reconhecer e apoiar aqueles que mantêm as tradições culturais do estado. “O Estado do Piauí, a partir de um edital que envolve o Conselho de Cultura e a Secretaria de Cultura, restaura esses homens e mulheres que preservam nossas tradições, sobretudo as manifestações populares do estado, tornando-os patrimônios vivos”, destacou.

Entre os grupos reconhecidos, está o Culturart, fundado em 1992 e contemplado em 2022 pelo trabalho de preservação do Reisado e da Roda de São Gonçalo na Serra da Capivara.
Para mestre Agnaldo Ribeiro dos Santos, a atuação do grupo não apenas resgatou tradições, mas também inspirou comunidades vizinhas e fortaleceu eventos locais. “Espelhado na vivência dos familiares mais velhos da maioria dos membros, essas manifestações populares passaram de quase esquecidas a práticas novamente vividas não só pelo Culturart, mas por outras comunidades. Esse reconhecimento nos permite valorizar ainda mais estas manifestações, visto que só em 2025 realizamos 12 oficinas, ensinando as novas gerações e fortalecendo grupos culturais existentes”, explicou.

As oficinas acontecem na sede do Culturart, em praças e comunidades, reunindo crianças, adolescentes, jovens e adultos. Geralmente, são ministradas pelo próprio mestre Agnaldo e por outros mestres convidados, acompanhados de um trio de músicos que mantém a tradição sonora com sanfona, triângulo e zabumba.
Além de garantir visibilidade, o programa também assegura apoio financeiro contínuo aos contemplados, permitindo que mestres e grupos mantenham suas atividades e transmitam seus saberes sem interrupções. Para indivíduos, o valor é de R$1.100; para grupos, é de R$2.200. O recebimento é vitalício e garante a manutenção da cultura.

Roberto Sabóia, Roberto Sabóia, coordenador de Patrimônios Vivos da Secult-PI, reforça a importância do reconhecimento. “A valorização oficial traz visibilidade e ajuda a manter vivas as tradições culturais ao fortalecer o sentimento de pertencimento, valorizar as raízes históricas e assegurar a transmissão intergeracional. Isso evita o apagamento cultural, protege contra a apropriação indevida, além de gerar renda e garantir que saberes ancestrais permaneçam relevantes no presente”, finalizou.

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