

A movimentação de ambulantes nas áreas a eles destinadas nas imediações dos cemitérios já era intensa na manhã desta sexta-feira. A maioria comercializa arranjos e velas. Os vendedores de alimentos são previstos para o sábado e domingo.

Vendedores ambulantes têm expectativa de boas vendas, principalmente de arranjos florais
Giovana Aparecida Santos Vargas, 43, trabalha como ambulante há 10 anos. Ela trabalha com arranjos artificiais e naturais. Também vende velas e fósforos e se diz satisfeita com o ganho. “Dá pra tirar um pouquinho, pagar o custo e ter um pequeno lucro”, revela. “Nos primeiros anos foi mais difícil, mas a gente vai aprendendo, ganhando experiência”, diz ela, que tem arranjos a preços que variam de R$ 5 a R$ 25. “Estamos aqui desde terça-feira. Por causa da chuva a gente está antecipando e o pessoal tem comparecido com antecedência também”, completa, revelando boa expectativa para o fim de semana.
Já a senhora Maria Isabel Soares, 78 anos, dos quais 30 trabalhando como vendedora ambulante, trabalha com vasos de plantas. “Eu faço os vasos novos e os que sobram de um ano para outro eu vendo mais barato”, conta ela, satisfeita com a movimentação e a expectativa de boas vendas no decorrer dos dias, até o feriado de domingo. “As pessoas não gostam muito de vir no dia, elas vêm antes. Hoje, de manhã até agora (perto de 10 horas) eu fiz 150. Tá bom, né?”, comemorou. Seus produtos custam entre R$ 10 e R$ 30.
VISITANTES
As pessoas que têm familiares sepultados nos dois cemitérios públicos também transitam em grande número, tanto no Santo Antonio de Pádua quanto no Bom Jesus. O gerente de manutenção Wellington Hirakawashi, 41 anos, juntamente com dois colegas de trabalho, foi homenagear o patrão José Pedro (92), falecido em junho. “Vamos prestar uma homenagem, na verdade. Pela simplicidade dele, a forma que ele tratava o funcionário. Por conta disso a gente vem prestar essa homenagem”, disse, emocionado.

Muitas famílias se antecipam ao Dia de Finados e visitam cemitérios para limpar túmulos
Já a estudante de Odontologia Marina Telol Matos Nantes, 43, estava com familiares e amigas para, em mutirão, limpar o túmulo do pai, falecido há 15 anos. “A gente veio dar uma limpada, tirar um pouco da grama, da poeira, do barro, plantar flor”, falou. Ela depositou flores artificiais no túmulo e revelou que ainda vai voltar, com flores naturais, no domingo. “Nós sempre participamos da missa. A ideia é vir, mesmo com chuva. Só se estiver chovendo muito forte, aí a gente não vem”, ressaltou. “É um momento importante, reunir a família, matar a saudade um pouquinho e rezar também”, completou.






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