

Uma mulher é responsável por conduzir a Carreta Saúde da Mulher pelos municípios paranaenses desde meados de setembro, quando a iniciativa foi lançada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, o secretário da Saúde, Beto Preto, e a primeira-dama do Paraná, Luciana Saito Massa. A motorista Graziele Barbosa da Silva, de 31 anos, é quem leva a unidade móvel de cidade em cidade e acaba testemunhando boa parte das histórias e das conquistas dessa novidade.
A carreta é uma parceria da Secretaria da Saúde com a Volkswagen do Brasil, no âmbito do programa Paraná Competitivo, e já percorreu São José dos Pinhais, Cerro Azul, Castro, Conselheiro Mairinck, Primeiro de Maio, Colorado e Santo Antônio do Caiuá. Nesta semana ela está em Mariluz e segue no trecho até dezembro levando atendimento especializado em exames, consultas e orientações para as mulheres que moram em localidades mais distantes de grandes centros urbanos.
Graziele, que é motorista profissional há 6 anos, conta como se sente completando metade do trajeto e ajudando a realizar mais de 8,4 mil atendimentos. “Esse projeto é uma logística totalmente diferente do que eu trabalhava, e ver a gratidão no olhar das mulheres, principalmente no Interior, é muito emocionante”, conta. “Aqui eu não estou transportando apenas uma carga de valor material, a Carreta da Mulher é algo que vai muito além, é saúde e prevenção”.
A motorista ficou muito feliz quando foi convidada pela transportadora que trabalha para ser a motorista do projeto. “Para mim, ser motorista da Carreta Saúde da Mulher é uma realização. Eu vivenciei o tratamento contra o câncer com a minha mãe, diagnosticada em 2018. Foram meses de quimioterapia, cirurgias e um tratamento bastante difícil. Ela se curou, e isso aconteceu porque foi diagnosticada precocemente”, alerta. “Por isso, para mim tem um significado especial dirigir a carreta”.
A história da Graziele como ‘carreteira' iniciou com o fim da pandemia. Nascida e criada na cidade de São Paulo, passou por várias profissões, como condutora de aplicativo e ajudante de motorista, onde descarregava caminhões. Ela tinha o desejo de ser motorista de caminhão e não desperdiçou a oportunidade quando surgiu.
“Não herdei a profissão, não tem ninguém na minha família que me inspirou, mas eu tinha a vontade. Quando surgiu uma vaga eu expus para o coordenador que não tinha experiência na boleia, mas tinha muita vontade de aprender. Consegui a chance de fazer um teste e desde então fui me aperfeiçoando, mudando de categoria a habilitação até chegar aqui”, complementa.
Além da boleia, todas as médicas e profissionais que atendem na carreta são mulheres. “Normalmente as mulheres se sentem mais confortáveis sendo atendidas por outras mulheres, então a Carreta foi pensada especialmente para ser de mulheres para mulheres”, complementa o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
“A Carreta está estruturada com equipamentos modernos e com exames que já estão mudando a realidade de muitas mulheres que moram no Interior, que tem uma dificuldade de acessar esses atendimentos, e agora estão sendo atendidas perto de casa”, destaca Beto Preto.
CARRETA SAÚDE DA MULHER – A Carreta Saúde da Mulher é uma iniciativa inédita do Governo do Estado. Ela vai percorrer todas as regiões do Paraná, levando exames, consultas e informações sobre saúde da mulher. As cidades-sede foram estrategicamente escolhidas para garantir que as mulheres dos pequenos municípios possam ser atendidas. As próximas serão Bela Vista da Caroba, Nova Laranjeiras, Palmas, Lapa e Morretes.
A estrutura da unidade móvel garante laudos rápidos e continuidade no atendimento em caso de alterações, com vínculo direto à rede do Sistema Único de Saúde (SUS). As pacientes recebem login e senha para acessar resultados online, enquanto as equipes municipais de saúde utilizam um sistema online para organizar o agendamento e acompanhamento.
Os serviços médicos disponíveis são considerados fundamentais para a detecção precoce de doenças que mais afetam a saúde feminina. Quando realizados de forma regular, os exames aumentam as chances de tratamento eficaz e reduzem riscos de complicações e mortes.
A mamografia permite identificar nódulos e sinais iniciais de câncer de mama; o papanicolau é essencial para prevenir e diagnosticar o câncer do colo do útero; a ultrassonografia contribui para avaliar alterações em órgãos como útero e ovários; e o ultrassom de tireoide ajuda a encontrar nódulos e disfunções da glândula.
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