

O governo do Rio Grande do Sul terá uma participação estratégica na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada a partir desta segunda-feira (10/11), em Belém, no Pará. Sediada pela primeira vez no Brasil, a conferência reúne quase 200 países, além de representantes de governos regionais e locais, empresas, instituições de pesquisa e organização civis, com o objetivo de fortalecer compromissos e estratégias globais de combate à crise climática.
Neste ano, o Estado apresentará iniciativas voltadas à reconstrução resiliente pós-enchentes, por meio do Plano Rio Grande , e à transição energética justa nas regiões carboníferas, consolidando-se como referência entre os estados brasileiros na agenda climática. Antes, o governo do Estado não participava de forma tão efetiva e abrangente de eventos globais sobre mudanças climáticas, nem tinha investimentos tão consistentes para mitigar os efeitos destas mudanças no RS.
A delegação estadual terá participação em mais de 30 painéis e eventos oficiais e paralelos, com destaque para o lançamento de roteiros de descarbonização, novos acordos com bancos internacionais e cooperação técnica voltada à adaptação e mitigação climática.
Protagonismo climático
O Rio Grande do Sul ampliou o protagonismo nas negociações climáticas. Desde 2021, vem consolidando sua presença nas conferências do clima, com avanços expressivos e reconhecimento internacional. A participação direta do Estado começou na COP26, em Glasgow, na Escócia, quando foi assumida a meta de reduzir 50% das emissões de gases do efeito estufa até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2050.
Reconstrução
Na terça-feira (11/11), a Secretaria da Reconstrução Gaúcha (Serg) participa do evento “Resposta à Emergência Climática no Rio Grande do Sul (2024): Lições Operacionais para uma Ação Humanitária e de Desenvolvimento Inclusiva”. A atividade abordará experiências e aprendizados obtidos a partir da emergência climática enfrentada pelo Estado em 2024. No mesmo dia, ocorre o painel “Plano Rio Grande: reconstrução e resiliência climática no Rio Grande do Sul”, com a participação de toda a comitiva.
Meio Ambiente
Entre os eventos de que participa a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) estão dois na terça-feira: “Resposta à Emergência Climática no Rio Grande do Sul (2024): Lições Operacionais para uma Ação Humanitária e de Desenvolvimento Inclusiva” e o painel “Cidades Sustentáveis e Inteligentes”.
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) participa da “Casa da Biodiversidade & Clima em Belém, COP30 UNFCCC”. O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) integra o painel “Adaptação baseada em Ecossistemas: Conectando Biodiversidade, Clima e Desenvolvimento na América do Sul”, também na terça-feira.
Educação
Ainda nesta terça-feira (11/11), a Secretaria da Educação (Seduc) realiza uma visita técnica à Escola Bosque Professor Eidorfe Moreira, na região das ilhas de Belém. A escola é referência nacional na educação de comunidades ribeirinhas, integrando práticas e projetos sustentáveis com o currículo escolar. A atividade terá como foco o ensino sobre a primeira infância, aliando temas da natureza, alfabetização e justiça climática.
Descarbonização
Já na quarta-feira (12/11), a Agência de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul (InvestRS) participa do painel “Acelerando a transição: O Papel da Eletromobilidade na Descarbonização”. No domingo (16/11), a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Sema participam do painel “Erva-mate e o Futuro Verde: Descarbonização, Florestas e Comunidade”.
Defesa Civil
Na quinta-feira (13/11), a Defesa Civil do Rio Grande do Sul participa de uma reunião com debate entre representantes das Defesas Civis Estaduais e da SEDEC Nacional. O órgão também estará presente em um painel do Escritório das Nações Unidas para Redução de Riscos de Desastres (UNDRR), com uma exposição sobre a experiência do Rio Grande do Sul nas enchentes de 2024.
Histórico das COPs
A história das conferências sobre mudanças climáticas teve início em 1995, em Berlim, e remonta à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), criada na Eco-92, no Rio de Janeiro. Entre os principais marcos estão o Protocolo de Kyoto (1997), o Acordo de Paris (2015) e o Pacto Climático de Glasgow (2021), acordos que estruturam o esforço global para limitar o aquecimento do planeta a 1,5ºC e promover uma transição sustentável.
Texto e edição: Secom
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