

O Itaú BBA Ironman 70.3 Aracaju, que reúne natação, ciclismo e corrida, realizado neste domingo, 30, consolidou Sergipe de vez no calendário internacional do triatlo. Cerca de 4 mil pessoas, entre 1.300 atletas, além dos integrantes das comissões técnicas, familiares e amigos, foram atraídas para a capital sergipana, movimentando a cadeia produtiva do turismo e, consequentemente, aquecendo a economia do estado. A etapa Aracaju, que aconteceu pela segunda vez consecutiva na Orla da Atalaia, teve o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (Seel).
O secretário de Estado do Turismo, Marcos Franco, por sua vez, comentou que o sucesso que se repetiu este ano reforça a confiança dos competidores na estrutura, na organização e na segurança oferecidas por Sergipe. Além disso, ele também salientou que o fato de haver mais atletas inscritos nesta edição significou que mais acompanhantes e, portanto, mais visitantes e turistas conheceram ou aproveitarão para conhecer um pouco mais do estado.
“Esta etapa do Ironman, que ocorreu de forma consecutiva, é um feito que nos orgulha e mostra como nosso destino se consolida no turismo esportivo. Isso é fundamental para o nosso setor. Passado este momento, melhor ainda é saber que os organizadores já demonstram interesse em realizar uma nova etapa em Aracaju em 2026, o que confirma a consolidação de Sergipe no calendário do triatlo mundial”, avaliou
De acordo com o CEO do Vidan Hotel, José Wilson dos Santos, Aracaju celebra um momento histórico para o turismo sergipano com a realização da segunda edição do Ironman 70.3, consolidando-se como destino de destaque no cenário nacional. Para ele, a característica marcante deste público é a permanência prolongada. “Muitos chegam até oito dias antes da competição e permanecem por mais tempo após o término, aproveitando as belezas naturais, a gastronomia e a hospitalidade do povo sergipano”, informou.
Assim, em decorrência do evento, Professor Wilson, como é comumente chamado, comenta sobre a ocupação hoteleira no estabelecimento dele. “A casa está cheia”, resumiu o CEO do Vidam, acrescentando que o apoio decisivo do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Turismo, e de diversos parceiros institucionais e privados, foi essencial para o êxito do evento.
Que o diga o CEO da Unlimited Sports, empresa organizadora do Ironman Brasil, Carlos Galvão. Ele reiterou que a segunda edição do Ironman 70.3 – Etapa Aracaju foi concluída com sucesso e reforçou o papel do estado como destino estratégico no calendário do triatlo internacional. “Realizamos aqui o segundo Ironman 70.3 Aracaju-Sergipe. Fica aqui meu agradecimento ao Governo do Estado, ao governador Fábio Mitidieri, muito obrigado. E nós já estamos olhando para 2026, para a terceira edição deste grandioso evento do triatlo brasileiro, que deve acontecer aqui em Sergipe”, revelou.
Atletas e público elogiam
A Orla da Atalaia, num dia de intenso calor e céu azul, recepcionou os atletas, oriundos de 25 estados brasileiros, a exemplo de São Paulo, Bahia, Pernambuco e Distrito Federal, e também de 11 países, como Portugal, França, Espanha, Argentina, Uruguai, Estados Unidos e África do Sul. O grande campeão na categoria masculina foi Fernando Toldi, que conquistou a primeira vitória dele no circuito. Já entre as mulheres, a campeã foi a cearense Vittoria Lopes, também estreante do Ironman Brasil.
Pela primeira vez em Aracaju, o triatleta Fernando Toldi, de São Bento do Sapucaí (SP), se surpreendeu com o calor intenso e com a estrutura da etapa sergipana do Ironman 70.3. Acostumado a desafios, ele destacou a força do clima como um dos grandes obstáculos da prova, mas também celebrou o bom desempenho que conseguiu alcançar. “O calor e a umidade foram os principais desafios da etapa, mas consegui entregar uma boa performance. Eu gosto do calor, e hoje deu tudo certo. O lugar é espetacular, a prova foi impecável, com uma organização muito boa”, destacou.
Sobre aproveitar um pouco mais do destino, Fernando revelou que por enquanto ainda não será possível prolongar a estadia. “Adoraria, mas ainda tenho mais uma competição daqui a duas semanas. Espero voltar no ano que vem, encerrar o ano aqui e, quem sabe, tirar umas feriazinhas”, cogitou.
Na primeira participação no Ironman 70.3 em Aracaju, o triatleta português Filipe Azevedo destacou a força da prova e a qualidade dos adversários. Com um desempenho consistente, ele conquistou o segundo lugar e celebrou o encerramento da temporada com um bom resultado, mesmo após enfrentar dificuldades na transição. “A corrida foi forte no início, mas no final perdi um pouco o ritmo. Tentei manter a posição sem arriscar perder o pódio. Mas foi um bom resultado para fechar a temporada, que teve altos e baixos. Agora é descansar e preparar para o próximo ano”, afirmou.
Ao final, Filipe Azevedo ainda elogiou a hospitalidade dos sergipanos. “Gostei muito de Aracaju. O ambiente é ótimo, as pessoas são muito simpáticas. Se Deus quiser, estarei de volta no próximo ano competindo. Por ora, ainda não deu para aproveitar Aracaju, mas se tiver condições física ainda hoje e amanhã vou conhecer um pouquinho mais desta linda cidade”, avisou.
Torcida animada
Já a nutricionista Lívia Lima e o empresário Marcos Santos, que também é triatleta e um dos torcedores mais empolgados, vieram de Petrolina (PE) para prestigiar o Ironman 70.3 Aracaju e também turistar. Pela segunda vez na capital sergipana, o casal esteve na cidade no ano passado, quando Marcos participou da prova. Neste ano, eles voltaram para acompanhar alguns amigos, um grupo com mais de 20 pessoas, que competiram na etapa sergipana. “Adoramos a experiência no ano passado, foi tudo superorganizado e este ano está no mesmo nível”, confirmou Lívia.
Encantada, Lívia Lima destacou a estrutura de Aracaju para eventos esportivos, especialmente por considerá-la uma cidade extremamente organizada. “Para esta modalidade Aracaju tem tudo: um lugar bacana para nadar, um local legal para pedalar e a corrida, que é na Orla da Atalaia, a cereja do bolo. Aracaju veio para ficar neste circuito”, considerou.
Além da prova, o casal aproveitou para conhecer atrativos turísticos da região. “Amei tudo. Fomos à Orla do Pôr do Sol, ao encontro do rio com o mar, conhecemos a Croa do Goré e a Ilha dos Namorados, além da Barra dos Coqueiros. Como estávamos muito voltados para o evento, passeamos muito na Orla. Assim, foi todo dia um pulinho na praia e outro no Ironman. E, se Deus quiser, estaremos aqui de novo em 2026, participando ou torcendo”, planejou.







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