

O município de Aguiarnópolis recebeu no sábado, 29, a programação do MovCEU, equipamento cultural itinerante do Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), em parceria com o Governo Federal. A ação integrou o ‘Dia D Aliança pela Primeira Infância’, mobilização realizada simultaneamente nos 139 municípios tocantinenses, e proporcionou à população experiências em leitura, realidade virtual e serviços de valorização da cultura local, como o cadastro de artesãos para emissão da Carteira Nacional do Artesão.
O MovCEU integrou as atividades do município voltadas à primeira infância, reunindo crianças, famílias, educadores, artesãos e idosos em um mesmo espaço de convivência. A estrutura levou minibiblioteca, roda de leitura mediada, óculos de realidade virtual e atendimento técnico para inclusão dos artesãos locais no sistema nacional, permitindo o acesso a políticas públicas, participação em feiras e maior visibilidade para o trabalho manual desenvolvido na região.
Para o prefeito de Aguiarnópolis, Wanderly Leite, a presença do equipamento cultural representa um marco na oferta de novas experiências para a população. Ele destacou que o equipamento aproximou a cidade de tecnologias e vivências que ainda não faziam parte do cotidiano local. “Estamos felizes pela parceria e por receber o MovCEU integrando a nossa programação do Dia D pela primeira infância. Isso vem alegrar a vida de nossas crianças, de nossos alunos e até dos idosos, porque é uma inovação. Muitos de nós, e eu me incluo nisso, não tínhamos acesso a esse tipo de tecnologia. Foi um momento muito importante que veio contribuir com esse dia dedicado à criança da primeira infância”, avaliou o gestor.
À frente da articulação local para receber a ação, a secretária municipal de Cultura, Mônia Silveira Salgado, contou que a chegada do MovCEU à cidade atendeu um desejo antigo da gestão municipal. “De A a Z eu posso dizer que foi algo imaginário. Há tempos a gente vinha tentando trazer essa tecnologia toda para cá”, afirmou. Segundo ela, a coincidência entre a data do Dia D pela Primeira Infância e a presença do veículo cultural potencializou os resultados da ação.
“O MovCEU, neste momento, para nós, é a contemplação de um sonho. Muitos municípios não têm acesso a essa tecnologia. Ver o MovCEU hoje, fisicamente no município, trazendo essa experiência para nossas crianças, adolescentes, idosos e demais cidadãos, e poder observar de perto a alegria e a emoção… não tem palavras”, disse Mônia.
Roda de leitura envolve crianças e fortalece vínculos
Entre as atividades mais procuradas em Aguiarnópolis, a roda de leitura realizada com livros da minibiblioteca do MovCEU reuniu crianças de diferentes idades, muitas delas tendo o primeiro contato com um espaço de mediação de leitura estruturado, com acervo variado e condução especializada.
Responsável pela ação, a coordenadora de ações do MovCEU, Lucy Alves, destacou a receptividade do público infantil e o impacto da leitura compartilhada na formação das crianças. “Quando a gente sentou em roda e começou a contar as histórias, eu vi o brilho no olhar das crianças. Elas perguntavam, comentavam, queriam mostrar o que tinham entendido, era uma participação muito viva. Isso mostra que, quando o livro chega junto com afeto e escuta, a leitura faz sentido para elas”, relatou.
Ao avaliar a ação, a coordenadora destacou que o trabalho no MovCEU é de extrema relevância e grande impacto por onde passa. “Eu costumo dizer que o MovCEU não é só um equipamento, é um encontro. Cada cidade, cada criança que a gente encontra, renova o nosso compromisso com a cultura e com a educação. Ver as crianças de Aguiarnópolis tão envolvidas na roda de leitura reforça que é possível acreditar no poder da leitura, da arte e da cultura”, afirmou a coordenadora.
Valorização do artesanato
Além das atividades formativas e lúdicas, o MovCEU levou a Aguiarnópolis atendimento especializado para cadastro e emissão da Carteira Nacional do Artesão. Ao todo, 32 artesãos e artesãs da cidade e região foram atendidos, garantindo a formalização da atividade e acesso a políticas de fomento, capacitações e participação em feiras e eventos.
Entre os atendidos estava o artesão local José Pereira de Andrade, 71 anos, que há cerca de duas décadas transforma madeira em esculturas e peças decorativas. Autodidata, ele contou que aprendeu observando o trabalho de outros e adaptando as técnicas ao seu próprio jeito de criar. “Já tem mais ou menos uns 20 anos que eu comecei a fazer essa arte e nunca tive professor. Eu só vi umas peças e disse: eu faço isso aí. Cheguei na minha chácara, tirei uma madeira e comecei a fazer, eu e um irmão meu”, lembrou. Enquanto o irmão se dedica às miniaturas, José prefere peças como tatus e mãos entalhadas em madeira.
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