

Exibida na segunda-feira (1º/12), no Cine Teatro Guarany, mostra reuniu produções que articulam ensino, pesquisa e extensão utilizando a metodologia da pesquisa-documentário


O Cine Teatro Guarany recebeu, na segunda-feira (1º/12), a 2ª Mostra Subjetividades Amazônidas, um evento que integra pesquisa acadêmica, produção audiovisual e reflexão social, por meio da exibição de seis documentários, produzidos por estudantes do Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPSI), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
A mostra conta com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Laboratório de Psicologia, Trabalho e Saúde) do PPGPSI/Ufam, Fundo de Amparo à pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), bem como do Governo Federal. A iniciativa fortalece a política de difusão cultural do estado, aproximando universidade, comunidade e poder público.
Desenvolvida ao longo de 2025, na disciplina “Tópicos em Subjetividade e Pesquisa-Documentário”, a mostra apresenta filmes realizados entre março e agosto, utilizando a metodologia da pesquisa-documentário. O objetivo é investigar subjetividades e afetos presentes no cotidiano amazônico, articulando ciência e arte de maneira democrática, transdisciplinar e coletiva.
Curador da Mostra, o professor Ronaldo Gomes Souza explica que o projeto nasceu de uma pesquisa de pós-doutorado e de uma inquietação sobre as formas tradicionais de fazer ciência.
“Pensamos em desenvolver essa pesquisa a partir de uma linguagem mais popular. Em vez de publicar somente artigos ou livros, inovamos usando o audiovisual, que é mais acessível às pessoas. Hoje, quase todo mundo consome vídeos pelo celular, então por que não transformar nossas pesquisas em algo que dialogue diretamente com a sociedade?”, explica o curador.


E destaca que o método não se limita a filmar sujeitos, mas envolvê-los em todas as etapas da criação. “As pessoas não apenas são filmadas; elas também filmam, enviam materiais, participam da construção. Criamos uma ponte concreta entre universidade, estado e comunidade. Todo material produzido é doado ao Estado e pode ser usado em diferentes contextos”, enfatiza.
“Subjetividade é um conceito muito caro à Psicologia, a maneira como pensamos, sentimos e agimos no mundo. Ao acrescentar ‘amazônidas’, queremos valorizar as singularidades das pessoas daqui, suas histórias, modos de vida e desafios únicos”, completa o curador, sobre o nome do evento.
Um olhar sensível sobre a Amazônia
A mostra se consolida como um espaço que convida o público a enxergar a Amazônia por outras lentes, as lentes das narrativas pessoais, das lutas invisibilizadas e das subjetividades que compõem um território vasto e complexo.
Cada documentário oferece uma imersão em universos sociais, culturais e identitários que, muitas vezes, passam despercebidos no cotidiano da cidade.
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