

O Brasil enfrenta pressão crescente na disponibilidade de água tratada, impulsionada pelo crescimento populacional e expansão industrial. De acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a demanda por água no país pode crescer 24% até 2030, exigindo investimentos em tecnologias de filtragem para garantir a qualidade dos recursos hídricos. O cenário reflete desafios estruturais: aproximadamente 34 milhões de pessoas ainda não acessam sistemas formais de água, e mais de 90 milhões carecem de coleta e tratamento de esgoto.
No setor industrial, a expansão econômica intensifica essa pressão. Um estudo do Instituto Trata Brasil indica que, considerando um crescimento do PIB de 2,7% ao ano, a demanda futura até 2050 exigiria um aumento de 59,3% em relação aos níveis atuais. Setores como farmacêutico, cosmético e alimentício demandam água de alta pureza para processos produtivos, impulsionando a adoção de sistemas avançados de tratamento.
Segundo Fabio de Oliveira, gerente administrativo da Asstefil, "tecnologias como osmose reversa, ultrafiltração e abrandamento são essenciais para remover impurezas e atender às normas de potabilidade do Ministério da Saúde. A osmose reversa utiliza membranas semipermeáveis para separar sais e contaminantes, produzindo água com baixa condutividade, adequada para aplicações industriais. Esses sistemas incluem opções para remoção de partículas, cloro e metais pesados, aplicáveis em contextos residenciais, comerciais e industriais, garantindo conformidade com padrões regulatórios".
O relatório Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil 2025, lançado pela ANA, reforça a necessidade de avanços em infraestrutura. O saneamento privado registrou crescimento de 466% recentemente, podendo alcançar metade do mercado em 2025, indicando maior investimento setorial.
O Fórum Brasileiro de Mudança do Clima destaca que melhorias no saneamento trazem ganhos ambientais, como a melhoria da qualidade da água em rios e reservatórios. Esse avanço é crucial, considerando que o marco legal do saneamento estabelece metas para que 99% da população tenha acesso à água até 2033.
Diante desses dados, o foco em tecnologias de tratamento de água representa uma estratégia para lidar com a demanda crescente, promovendo o uso racional dos recursos hídricos no Brasil.
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