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Pesquisas em ciência animal contribuem para a pecuária no Maranhão

Produção científica e tecnológica em ciência animal ganhou destaque na edição da Revista Inovação, produzida pela Fapema.

16/01/2026 às 19h57
Por: Redação Fonte: Secom Maranhão
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- Recursos da Fapema foram aplicados na estrutura física e tecnológica e no fortalecimento das atividades acadêmicas e científicas (Foto: Divulgação)
- Recursos da Fapema foram aplicados na estrutura física e tecnológica e no fortalecimento das atividades acadêmicas e científicas (Foto: Divulgação)

As pesquisas realizadas pelo Programa de Pós-graduação em Ciência Animal da Universidade Estadual do Maranhão (PPGCA/UEMA) foram destaque de capa da edição 55 da Revista Inovação (revista.fapema.br), publicada em dezembro, pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Tecnológico do Maranhão (Fapema).

Estudos sobre agentes bacterianos respiratórios em bezerros leiteiros e mapeamento de focos de Leptospira spp. (leptospirose) em caprinos estão contribuindo para a vigilância sanitária regional. A pesquisa é realizada pelo professor do programa de pós-graduação, Hélder de Moraes Pereira. A leptospirose pode atingir mais de 60% do rebanho das propriedades, com sororreatividade em cerca de 36% dos animais testados, o que representa alto risco sanitário e econômico.

A leptospirose tem sido associada a abortos (entre 12 % e 68 %), natimortos, redução da produção de leite, queda da taxa de concepção e infertilidade em até 47 %, nos casos dos rebanhos não vacinados.

Já o professor Francisco Borges Costa desempenha papel central em estudos na parasitologia, sobre a exposição e infecção por Leishmania infantum (leishmaniose visceral) em cães domésticos. A leishmaniose canina, considerada uma enfermidade endêmica e de grande relevância para a medicina veterinária e a saúde pública, mantém estreita relação com a Leishmaniose Visceral humana.

Cerca de 3.860 casos da doença no Maranhão foram registrados entre 2017 e 2019, evidenciando sua expressiva circulação no estado. Conduzidas pelo docente Francisco Borges Costa, as pesquisas contribuem de forma decisiva para compreender a dinâmica epidemiológica da zoonose, subsidiar ações de vigilância e orientar estratégias de controle voltadas tanto para os animais quanto para a população humana.

Estrutura física e tecnológica

O Programa de Pós-graduação em Ciência Animal da UEMA se destaca não só pela produção acadêmica, mas também pela formação qualificada de recursos humanos, contribuindo para a preparação de mestres e doutores capazes de atuar no setor produtivo, em órgãos públicos, laboratórios de diagnóstico e na academia. 

A professora Alcina Vieira de Carvalho Neta ressaltou que o projeto submetido por ela ao edital PósGrad - que teve o suporte financeiro da Fapema -, está garantindo melhores condições de pesquisa, fomentando a formação de novos cientistas e impulsionando estudos que possam gerar impactos reais no setor agropecuário.

Os recursos destinados pela Fapema são aplicados de forma estratégica, abrangendo tanto a estruturação física e tecnológica quanto o fortalecimento das atividades acadêmicas e científicas. Entre as ações que fizeram parte do projeto apresentado pela professora Alcina de Carvalho, estão a aquisição de equipamentos de estruturação e eletrônicos, como televisores, materiais de projeção, retroprojetores. Ainda, ajuste e modernização da estrutura da sala de projeção e da infraestrutura de internet, com a compra de suítes e materiais tecnológicos para aprimorar a qualidade da conexão em todo o prédio.

Alcina tem avançado no diagnóstico molecular de hemoparasitos, com destaque para a detecção de Anaplasma spp. em pequenos ruminantes e Toxoplasma gondii em suínos. Esses agentes possuem relevância expressiva no Maranhão e no Nordeste: a anaplasmose, que é uma bactéria, pode causar quedas produtivas superiores a 30%, anemia severa e mortalidade que chega a 20% em surtos não tratados, gerando prejuízos significativos para caprinocultura e ovinocultura.

Já a T. gondii (toxoplasmose), amplamente disseminada em rebanhos do Brasil, apresenta prevalências que podem variar entre 20% e 60% em suínos, com impacto direto na saúde pública devido ao risco de transmissão alimentar, o que é especialmente relevante para um estado com forte produção de proteína animal.

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