

Do município de Piraí do Sul, nos Campos Gerais, para o maior palco já montado no Litoral do Estado, estudantes da rede pública estadual simbolizaram uma das marcas do Verão Maior Paraná: dar protagonismo aos paranaenses. Na noite desta sexta-feira (16), crianças e adolescentes do coral do Colégio Cívico-Militar Professor Leandro Manuel da Costa se apresentaram no palco principal de Caiobá, em Matinhos, na abertura do show do Gipsy Kings by André Reyes.
A apresentação reuniu cerca de 60 alunos, com idades entre 11 e 16 anos, que integraram a programação de abertura de um dos shows mais aguardados da temporada. Para a maioria deles, a noite teve um significado ainda maior: além da estreia em um grande palco, foi também a primeira vez que conheceram o mar e estiveram na praia, vivenciando uma realidade completamente diferente da rotina no interior dos Campos Gerais, diante de um público de milhares de pessoas.
O coral faz parte de um projeto extracurricular do colégio estadual criado no fim de 2022 e conduzido pelo professor de artes e maestro Jean Sampaio. A iniciativa surgiu a partir da necessidade de ampliar as atividades culturais na escola e, ao longo dos últimos anos, se consolidou como um coro cênico, unindo canto coral e teatro musical. “É um projeto com ensaios semanais, que trabalha apreciação musical, responsabilidade e disciplina. Sem disciplina não existe música”, explicou o maestro.
Além das apresentações musicais, o grupo também desenvolveu espetáculos de teatro musical, como “A Noiva do Condutor”, de Noel Rosa, e o musical do Chaves, que teve grande repercussão em Piraí do Sul e ganhará nova temporada em março. O trabalho já percorreu municípios da região dos Campos Gerais, passou por Curitiba e agora alcança o principal evento de verão do Estado.
Segundo Jean Sampaio, a apresentação em Caiobá representa uma oportunidade única para os estudantes. “Muitos alunos nunca tinham vindo à praia. Estar aqui, abrindo um grande show, com uma estrutura desse porte, é uma experiência marcante, que vai ficar para sempre na memória deles”, afirmou. Para o maestro, o contato com novos espaços e públicos também faz parte do processo formativo. “Isso amplia horizontes e fortalece a confiança dos alunos”.
O convite para integrar a programação do Verão Maior Paraná partiu do governador Carlos Massa Ratinho Junior, após uma apresentação do coral no Palácio Iguaçu, em dezembro do ano passado. Para a diretora-geral da escola, Elaine Priscila Lopes Teixeira, o momento simboliza a trajetória de crescimento do projeto. “O coral começou de forma simples, com a ideia de uma cantata de Natal. Hoje, depois de mais de três anos de trabalho, estamos no palco principal do Verão Maior, proporcionando inclusive a primeira visita à praia para muitos alunos. É um momento muito significativo para todos nós”, disse.
Para a diretora, o coral tem impacto direto no processo pedagógico e no desenvolvimento dos estudantes. “Contribui para a disciplina, para a aprendizagem e amplia o repertório cultural. Muitos alunos passam a enxergar novas possibilidades a partir do contato com a música, o teatro e também dessas experiências fora da sala de aula”, comentou. Segundo ela, o modelo cívico-militar da escola fortalece esse processo. “A disciplina e os valores do modelo não limitam a arte. Pelo contrário, criam condições para que ela se desenvolva. As duas propostas se complementam”.
EXPERIÊNCIA- Para os alunos, a experiência no Verão Maior Paraná também representou crescimento pessoal. Olavo Santos Lívio, de 15 anos, que ingressou no coral em 2023, destaca o aprendizado adquirido ao longo do projeto.
“O coral ajudou muito na comunicação e na forma de falar em público. A gente vê o quanto evoluiu com ensaio, responsabilidade e compromisso. Estar aqui, tocando para tanta gente, é muito gratificante”, contou. Para ele, a apresentação em Caiobá também marcou a primeira visita à praia. “Foi uma experiência extraordinária, algo totalmente diferente do meu dia a dia”.
Quem também levou da apresentação uma lembrança marcante foi Eloá Caroline Mainardes, de 17 anos, que integrou o coral desde o início do projeto. “No começo era só uma atividade extracurricular, mas hoje vejo o quanto isso fez diferença na minha vida. Conheci outros estilos musicais, mais cultura e vivi experiências que eu nunca imaginei”, relatou.
Segundo ela, se apresentar em um palco daquela dimensão reforça o sentimento de orgulho coletivo. “Dá nervosismo, mas também muita felicidade. É uma experiência inesquecível poder representar a nossa escola e o nosso município”, comemorou a estudante.
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