

Com foco no incentivo à participação de meninas e mulheres nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), o projeto Incentivo de Meninas e Mulheres em STEM na Amazônia – Mulheres Líderes Latinas está sendo desenvolvido na Escola Doralice Andrade Vieira. A iniciativa é realizada em parceria com a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) e busca fortalecer o protagonismo feminino e a equidade de gênero em áreas ainda marcadas pela baixa representatividade de mulheres.
Voltado a estudantes do ensino básico, o projeto promove a aproximação entre universidade, escola e comunidade, utilizando a ciência como ferramenta para estimular o pensamento crítico e a análise de problemas sociais e ambientais do cotidiano amazônico.



Formação científica e quebra de estereótipos
Com duração prevista de sete meses, o projeto desenvolve ações voltadas à desconstrução de estereótipos de gênero e ao fortalecimento da identidade científica das alunas. Entre as atividades estão seminários, rodas de conversa, momentos de escuta ativa e debates sobre diversidade, gênero e a presença feminina nas ciências, tanto no contexto da Amazônia quanto da América Latina.
As estudantes também participam de dinâmicas reflexivas, como a pergunta norteadora “Ciência é para mim? Por quê?”, além de serem estimuladas a pensar em atitudes práticas que contribuam para a igualdade de gênero em suas comunidades.
Mentoria e protagonismo das alunas
Um dos eixos centrais do projeto é a mentoria acadêmica, que busca capacitar as estudantes para o desenvolvimento de projetos científicos relacionados à realidade local. Pesquisadoras do Instituto de Ciências Exatas da Unifesspa acompanham diretamente as alunas ao longo das atividades.
A professora Glaura de Oliveira, da Faculdade de Física da Unifesspa, explica que a proposta vai além de ações pontuais. “Esse é um projeto de incentivo de meninas e mulheres nas áreas de STEM. A ciência envolve várias áreas, como física, matemática, engenharia e estatística. A ideia é empoderar essas meninas e incentivá-las a desenvolver trabalhos científicos a partir dos problemas da comunidade onde vivem”, destacou.


Segundo a professora, após as atividades introdutórias, as estudantes irão desenvolver projetos que serão apresentados em uma feira de ciências, prevista para os meses de abril ou maio. “Elas serão mentoradas por professoras da Unifesspa, observando a realidade local e propondo soluções. Isso fortalece a autonomia e a voz dessas meninas”, completou.
Incentivo à permanência das mulheres nas exatas
A estudante de licenciatura em Química da Unifesspa, Larissa Figueiredo, que integra a equipe do projeto, ressaltou a importância da iniciativa para despertar o interesse das alunas pelas áreas de exatas. “O projeto busca aproximar as alunas da rede pública das ciências exatas, por meio de experimentos, apresentação dos cursos e estímulo à criatividade. Elas são as protagonistas dos projetos, e nós atuamos como mentoras”, explicou.
Larissa destacou ainda que a ação contribui para enfrentar um desafio recorrente no meio acadêmico. “Sabemos que ainda há poucas mulheres nas áreas de exatas. Nosso objetivo é fortalecer essas meninas para que entrem e permaneçam nesses cursos”, afirmou.


A estudante de Física da Unifesspa, Ana Maria, também destacou os desafios enfrentados pelas mulheres na área. “Muitas vezes o ambiente não é acolhedor, o que acaba desmotivando. Levar esse projeto para as escolas mostra que a ciência também é lugar de mulher”, disse.
Ela ainda ressalta a importância das referências femininas. “Quando nos inspiramos em mulheres cientistas e nas professoras do curso, percebemos que pertencemos a esse espaço”, completou.
Parceria com a escola
A diretora da EMEF Profª Doralice Andrade Vieira, Edilene Teixeira, destacou a importância da parceria entre a universidade e a escola. “O projeto é muito bem-vindo. Os alunos da Unifesspa, junto com a nossa professora de Ciências, estão realizando um trabalho muito significativo. Nossos estudantes estão aprendendo bastante, e a escola está aberta a iniciativas que ampliem o aprendizado”, afirmou.


Para as alunas participantes, o contato com a ciência de forma prática tem ampliado horizontes. A estudante Alice Sofia, do 9º ano, contou que a experiência despertou novos interesses. Segundo a estudante, o protagonismo das alunas ao longo das atividades é um dos pontos mais marcantes da iniciativa, reforçando a ideia de que a ciência também é uma possibilidade real para meninas da região.
“Aprendi sobre ciência e sobre o espaço, coisas que eu não sabia. Gostei muito dos experimentos. Antes pensava em ser advogada, mas agora fiquei com vontade de aprender mais sobre ciência”, relatou.








Texto: Ismailley Henrique
Fotos: Ismailley Henrique
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