

O Governo de São Paulo entregou, nesta sexta-feira (6), a requalificação de quase dois quilômetros da Ciclovia do Japuí, que conecta Praia Grande às cidades de São Vicente e Santos. A obra da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH) faz parte do Plano Regional de Mobilidade Sustentável e Logística da Baixada Santista.
Com 1,7 quilômetro de extensão, o trecho da ciclovia recebe cerca de 20 mil pessoas por dia. Antes da requalificação, o trajeto era interrompido justamente no ponto onde foi necessário construir um muro de contenção, o que forçava os usuários a sair da ciclovia e circular em meio aos veículos na Avenida Tupiniquins. A intervenção eliminou esse gargalo, que era alvo de reclamações e registros de acidentes constantes.
Durante a entrega, o subsecretário de Desenvolvimento Urbano, José Police Neto, ressaltou a complexidade do projeto e os desafios enfrentados para viabilizar a intervenção em uma área sensível do ponto de vista ambiental. “O governador Tarcísio de Freitas tem dito que o gestor público é obrigado a fazer o impossível. Aqui, havia um grau elevado de dificuldade, justamente por se tratar de uma área ambientalmente preservada. Ainda assim, havia desafios a cumprir. O que se entrega hoje é resultado do esforço técnico das equipes envolvidas, mas também de habilidade política”, disse.

As obras tiveram início em 2025 e receberam aporte de cerca de R$ 1,9 milhão do Fundo de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista. O projeto incluiu pavimentação asfáltica, pintura, sinalização horizontal e vertical, instalação de placas e a construção do muro de contenção – etapa mais complexa da obra, que exigiu o fechamento temporário da avenida para execução.
Além de melhorar a segurança de trabalhadores que se deslocam diariamente entre Praia Grande e São Vicente, o trecho requalificado permite agora um fluxo cicloviário contínuo pela orla da Baixada Santista. O percurso conecta Praia Grande, São Vicente e Santos, passando pela Ponte Pênsil e seguindo até a travessia por ferry boat para o Guarujá, onde se integra à ciclovia da Avenida Adhemar de Barros.
“Essa é uma rota muito importante para os ciclistas, mas, infelizmente, eles preferiam outros caminhos, porque tinham medo dos buracos, dos alagamentos e da falta de iluminação que havia aqui”, disse Jessé Teixeira, de 62 anos, que participa de grandes pedais na região. “Agora, melhorou muito. Era o elo de ligação que faltava entre cidades que são muito importantes para nós”, contou o aposentado.
O testemunho é compartilhado por Edinaldo Neres, de 65 anos, que utiliza a ciclovia tanto para se exercitar quanto para se deslocar pela região, hábito que mantém desde a época em que trabalhava em Santos, há 40 anos. “Tínhamos que andar no meio dos carros, já que a ciclovia acabava no meio do caminho, por causa da encosta. Vi muitos acidentes”, disse, contrapondo que a requalificação tornou a via mais segura. “Ficou maravilhoso. Vou até a praia para fazer exercícios sem me preocupar”.
A intervenção faz parte do eixo de Ampliação da Malha Cicloviária de Interesse Metropolitano do Plano Regional de Mobilidade Sustentável e Logística da Baixada Santista, que prioriza trajetos de alto uso e integração entre municípios.
Também nesta sexta-feira, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), foi anunciada a assinatura do primeiro Plano Regional de Macrodrenagem da Baixada Santista. O documento contempla os nove municípios da região e cria uma base integrada de planejamento para enfrentar problemas históricos de alagamentos e inundações.
O plano mapeia toda a região e organiza informações técnicas que permitirão às prefeituras solicitar recursos e elaborar projetos de obras de drenagem de forma mais precisa e coordenada. A iniciativa considera, de maneira conjunta, fatores como chuvas intensas, marés, ressacas e eventos climáticos extremos, que afetam simultaneamente mais de um município.
Ao final, cada cidade contará com cadernos técnicos específicos, elaborados por equipes da Agência Metropolitana da Baixada Santista (AGEM), da SP Águas e dos municípios, reunindo diagnósticos e soluções adaptadas às características locais. O plano passa a funcionar como referência para futuras intervenções, ajudando a reduzir riscos, prejuízos e impactos à população das cidades da região.
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