

Entender a causa da queda de cabelo é etapa fundamental antes de iniciar qualquer tratamento. A queda, por si só, não configura um diagnóstico, mas um sintoma que pode estar associado a diferentes tipos de alopecia, cada um com mecanismos, evolução e condutas terapêuticas específicas. Sem a investigação prévia, há risco de adotar medidas ineficazes, atrasar o procedimento adequado e, em alguns casos, favorecer a progressão do quadro.
A Dra. Nathalia Barreto, médica pós-graduada em tricologia, explica que algumas alopecias, especialmente as cicatriciais, exigem diagnóstico e intervenção rápidos para evitar a perda permanente dos folículos.
"Queda de cabelo é um sintoma, não um diagnóstico. Tratar sem identificar a causa é como medicar febre sem investigar a infecção. O sucesso do tratamento capilar começa com anamnese detalhada, exame do couro cabeludo e, quando indicado, exames complementares", reforça.
Segundo a médica, condutas equivocadas também atrasam o diagnóstico, comprometem os resultados e, em situações mais graves, contribuem para a perda capilar irreversível.
Entre as práticas mais frequentes estão o uso indiscriminado de suplementos, a automedicação com produtos tópicos ou orais, a adoção de receitas "milagrosas" encontradas na internet e a escolha aleatória de shampoos e tônicos antiqueda, geralmente sem orientação profissional.
Principais causas e a atuação da tricologia
De acordo com a Dra. Nathalia Barreto, entre as causas mais comuns de queda de cabelo estão a alopecia androgenética, a mais frequente em homens e mulheres, de origem genética e hormonal, com caráter progressivo e crônico. A segunda é o eflúvio telógeno, quadro cada vez mais observado e associado a fatores do estilo de vida contemporâneo.
"Nesse caso, episódios de estresse físico ou emocional, pós-parto, doenças infecciosas, cirurgias, dietas restritivas, emagrecimento rápido e deficiências nutricionais figuram entre os principais gatilhos identificados", acrescenta.
Dados da International Society of Hair Restoration Surgery (ISHRS) indicam que a área de restauração capilar vem registrando expansão consistente nos últimos anos, movimento associado principalmente à evolução das técnicas de transplante e ao desenvolvimento de abordagens clínicas e não cirúrgicas cada vez mais eficazes no tratamento da queda de cabelo.
Dra. Nathalia Barreto destaca que a tricologia favorece resultados mais duradouros ao tratar a queda de cabelo como uma questão médica, e não apenas estética, direcionando a atenção para a causa do problema, o mecanismo da queda e a preservação do folículo piloso.
"Alterações hormonais, deficiências nutricionais, processos inflamatórios e estresse, que muitas vezes não apresentam sintomas imediatos no organismo, podem se manifestar precocemente por meio da queda, do afinamento ou da mudança na textura dos cabelos", detalha.
Tratamento individualizado e possibilidades terapêuticas
O plano terapêutico precisa ser individualizado, pois, na prática clínica, não existem dois casos idênticos, mesmo quando o diagnóstico é semelhante. A tricologia considera que a resposta do cabelo está relacionada não apenas à doenção, mas às características do paciente como um todo, em quadros que frequentemente são multifatoriais.
"É comum, por exemplo, a associação entre alopecia androgenética e eflúvio telógeno, entre alterações hormonais e deficiências nutricionais, ou ainda a presença de processos inflamatórios no couro cabeludo. Além disso, nem todos os pacientes toleram ou necessitam das mesmas medicações, e uma mesma alopecia pode apresentar ritmos de progressão, respostas terapêuticas e n&iacut;veis de adesão distintos entre pessoas diferentes", ressalta a Dra. Nathalia Barreto.
Segundo a médica, as terapias mais eficazes atualmente combinam medicamentos indicados para cada tipo de alopecia, como minoxidil e dutasterida, a procedimentos realizados em consultório.
"Estes procedimentos variam desde a intradermoterapia, com infusão de vitaminas e ativos diretamente no couro cabeludo, até as terapias regenerativas", informa.
Em casos em que a calvície já se encontra em estágio avançado, as terapias clínicas podem não ser suficientes para estimular o novo crescimento capilar. Nesses contextos, o transplante capilar pode ser indicado como alternativa complementar.
Entre as técnicas mais utilizadas está a FUE (Follicular Unit Extraction), em que as unidades foliculares são retiradas individualmente da área doadora e implantadas na região afetada, sem a remoção de uma faixa do couro cabeludo, o que evita cicatriz linear e favorece uma recuperação mais rápida.
"O procedimento também pode ser realizado sem a raspagem total dos fios. No entanto, o transplante não atua na causa da queda, mas na redistribuição dos folículos, sendo fundamental a associação com tratamento clínico para preservar os fios remanescentes", finaliza a médica.
Para mais informações, basta acessar: https://dranathaliabarreto.com.br/
Tocantins Governo do Tocantins apoia implantação do Serviço Residencial Terapêutico e fortalece política de saúde mental em Palmas
Tocantins Governo do Tocantins integra acolhimento dos novos secretários municipais de saúde
Tocantins Governo do Tocantins participa de acolhimento dos novos secretários municipais de saúde
Mato Grosso do Sul No Regional de Ponta Porã, 140 mil atendimentos fortalecem assistência e inovação na fronteira
Saúde Inscrições para concurso com 641 vagas para a Secretaria da Saúde terminam nesta quinta
Saúde Inscrições para concurso da Saúde com 641 vagas terminam nesta quinta-feira
Saúde Governo de Minas realiza cerimônia de conclusão das obras do Hospital Regional de Divinópolis
Saúde Campanha da Hemominas convoca doadores para garantir estoque de sangue no Carnaval
Amazonas FVS-RCP alerta sobre a proibição da comercialização de fórmula infantil com risco de contaminação por toxina Mín. 19° Máx. 31°





