

Um transplante renal mobilizou a rede estadual de saúde neste domingo de Carnaval, 15, na Fundação Beneficente Hospital de Cirurgia (FBHC), em Aracaju. Um dos rins foi transplantado na própria unidade, enquanto o segundo órgão foi destinado a um paciente em Porto Alegre (RS), por meio do Sistema Nacional de Transplantes. A doação foi autorizada pela família de uma paciente que evoluiu para morte cerebral após um Acidente Vascular Encefálico.
“Hoje foi realizado o segundo transplante renal em nossa unidade. O primeiro aconteceu no início de janeiro e a realização desse novo procedimento demonstra o amadurecimento do nosso serviço de transplantes. Realizar o transplante renal aqui assegura maior equidade no acesso ao tratamento para o paciente renal crônico em diálise, fortalecendo a rede estadual e garantindo cuidado mais próximo da sua realidade” disse a chefe do serviço de transplante renal do HC, Simone Oliveira.
Para a efetivação do transplante, os pacientes passam por avaliação no ambulatório de pré-transplante do Hospital de Cirurgia e, após esta etapa, são incluídos na lista de transplante renal. A convocação acontece conforme a disponibilidade de órgãos e os critérios de compatibilidade estabelecidos.
A retomada dos transplantes é fundamental para a saúde pública, porque garante acessibilidade ao tratamento pelo SUS. Quando o paciente precisa se deslocar para outro estado, existe um impacto social importante, já que nem todos conseguem se manter fora, mesmo com os subsídios governamentais.
Segundo o coordenador da Central de Transplantes, Benito Fernandez, a volta dos transplantes é fundamental para a saúde pública, porque garante acessibilidade ao tratamento pelo SUS. “A doação de órgãos é o maior ato de benevolência humana, pois num momento de extrema dor, que é a perda daqueles que amamos, optamos pela solidariedade ao lembrarmos dos que aguardam nas listas de transplantes. O transplante que cada vez mais tem indicação e sucesso é refém da doação de órgãos”, afirmou Benito.
Como ser um doador
A doação de órgãos e tecidos depende da autorização familiar, mesmo que o desejo de ser doador tenha sido manifestado em vida. O protocolo é iniciado com a identificação de pacientes em estado neurocrítico, acompanhados pela Organização de Procura de Órgãos (OPO), e, após confirmação da morte encefálica, os órgãos são disponibilizados aos pacientes compatíveis pela Central Estadual de Transplantes, seguindo normas do Sistema Nacional de Transplantes e supervisão do Ministério Público.






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