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CastraPet leva saúde e bem-estar a cães e gatos da Região Metropolitana de Curitiba

Cães e gatos de nove municípios da Grande Curitiba serão beneficiados até sábado (28). Em Campo Largo, a estimativa da coordenação do projeto é qu...

25/02/2026 às 10h08
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
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Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

O imenso barracão do Centro de Eventos Prefeito Emídio Pianaro Júnior, acostumado a receber solenidades dos mais variados tipos, se transformou na casa do CastraPet Paraná em Campo Largo, cidade de pouco mais de 144 mil habitantes da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Desde terça-feira (24), tutores levam cães e gatos previamente cadastrados pela prefeitura local para serem esterilizados gratuitamente.

O projeto, voltado para a Saúde Única, é coordenado pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

A ação em Campo Largo vai até esta quinta-feira (26). A partir de sexta-feira (27) o ponto de atendimento será no município vizinho de Balsa Nova, finalizando um roteiro de castrações que passou por nove cidades da RMC em fevereiro .

“Esse é um projeto maravilhoso, de conscientização. Importante para que os animais não fiquem se reproduzindo, já que temos muitos casos de abandono, de maus tratos. Tem de cuidar, tem de gostar, tem de castrar”, disse Rosemilda Moraes Machado, moradora de Jardim Guarani, enquanto aguardava a alta das duas fêmeas.

A estimativa, de acordo com a coordenação do projeto, é que 450 pets sejam esterilizados durante os três dias de mutirão em Campo Largo. “Essa ação ajuda muito a nós, protetoras. É um trabalho de cuidado que não cessa, sempre tem um cão ou gato precisando de atendimento. Por meio da castração conseguimos combater várias doenças, como tumores”, afirmou Thaysse de Carvalho, do bairro Ferraria.

Em Campo Magro, cidade com 31 mil habitantes, a passagem da caravana do CastraPet Paraná também foi concorrida, com 273 castrações entre os dias 19 e 21 de fevereiro. “O atendimento é excelente, com orientações e remédios. Incentivo a todos que façam a castração para ter o controle dos animaizinhos, prevenindo doenças”, afirmou Marcelo Rodrigo Fredrich, tutor da gata Ruby, de apenas oito meses.

PROPOSTA– Os atendimentos integram o 5º ciclo do CastraPet Paraná tiveram início em novembro do ano passado. A proposta contempla animais da população de baixa renda, de pessoas vinculadas a organizações da sociedade civil e protetores independentes. O investimento do Governo do Estado nesta etapa é de R$ 19,8 milhões, um incremento de 106% em relação ao 4º período (R$ 9,6 milhões), concluído em maio do ano passado.

Já a contrapartida dos municípios é de aproximadamente R$ 1,8 milhão, recursos que serão usados na impressão de 469 mil cartilhas sobre maus-tratos; na aplicação de 731 mil vacinas antirrábicas; e na confecção de 582 mil placas temáticas sobre biodiversidade.

Além da esterilização, o programa propõe ações de educação sobre a tutela responsável de cães e gatos, contribuindo para a conscientização ambiental, especialmente entre crianças e adolescentes — um dos requisitos para o município participar do projeto. O outro é a intensificação da vacinação antirrábica nos animais, visando à promoção da saúde pública.

Para isso, o Governo do Estado fiscaliza as atividades organizadas por todas as cidades parceiras do projeto. O programa ainda oferece palestras sobre zoonoses, vacinação e desvermifugação de animais. A colaboração se estende a uma rede que une várias ONGs e diversos protetores independentes, todos compartilhando o objetivo de ampliar a conscientização da sociedade em relação aos animais.

Ao final desta etapa, em julho deste ano, o projeto coordenado pelo Instituto Água e Terra (IAT) e voltado para a Saúde Única, vai alcançar todas as 399 cidades paranaenses. Desde 2020, o Paraná já fez mais de 120 mil castrações.

COMO PARTICIPAR– Para agendar um horário para a castração dos bichinhos, o cidadão deve ir diretamente em um dos pontos determinados pela prefeitura da sua cidade, parceiras do Estado nesta iniciativa. No momento da inscrição os tutores já receberão todas as orientações sobre o pré e pós-operatório, além de medicamentos para os cuidados após a cirurgia dos pets e aplicação de um microchip eletrônico para identificação do animal.

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