

A Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) recebe, de 25 a 27 de fevereiro, representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e do Fundo Verde do Clima (GCF) para a Missão de Arranque do projeto Sertão Vivo. A comitiva foi recepcionada pelo secretário da Agricultura, Zeca Ramos da Silva, que também coordenou a sessão de abertura da missão. Sergipe é o terceiro estado do Nordeste a iniciar as atividades do projeto, que beneficiará a população rural do semiárido.
Durante a saudação de abertura da Missão de Arranque, o secretário de Estado da Agricultura, Zeca Ramos da Silva, destacou as condições financeiras positivas do Estado que deu as condições para Sergipe ser um dos primeiros junto com o Ceará a contrair os empréstimos para execução do Sertão Vivo. “Esse credenciamento junto ao FIDA e BNDES se dá muito pela capacidade técnica de nossa equipe, pelo esforço do governador de ajustar as contas públicas e pelo excelente trabalho feito pela Secretaria da Fazenda”.
O secretário da Agricultura pontuou ainda que, o 'Sertão Vivo' somado ao Projeto Adutora do Leite, que leva água bruta para dessedentação animal da bacia leiteira, e outros pequenos projetos somam quase R$ 1 bilhão em ações que beneficiam diretamente os que mais precisam do apoio do Estado. “Nunca antes na história da agricultura de Sergipe tivemos um volume de recursos como esse que vai promover o fortalecimento da segurança hídrica e a questão social, com foco nos agricultores familiares,nos que mais precisam do braço do Estado”, observou o secretário
Durante os três dias, serão discutidos temas como a situação atual do 'Sertão Vivo', governança, aquisição e capacitação de ATER, gestão financeira e administrativa, monitoramento e avaliação, sistemas do FIDA e do BNDES, entre outros temas.
Diretor do FIDA no Brasil e líder da Missão, Arnoud Hameleers destacou a relevância da missão. “Para o FIDA, essa missão é extremamente importante, porque é o pontapé da colaboração com o Governo do Estado, a Seagri e o BNDES, nesse estratégico projeto que é o Sertão Vivo. Estamos aqui para definir, junto com os colegas da Seagri, como o projeto pode iniciar o trabalho, como podemos começar nas melhores condições para que esse projeto seja mais eficiente para o estado”.
Ainda de acordo com o líder da Missão, o FIDA chega em Sergipe com uma experiência do Projeto Dom Távora, inclusive citando como referência. “Muitas lições aprendidas no Dom Távora, que a gente vai transcrever aqui para o nosso projeto. lições aprendidas também na experiência do Projeto Dom Helder na fase dois. E também eu acho que vai ter muita sinergia entre o Sertão Vivo com outras iniciativas que o Governo do Estado tem com o Governo Federal e outros parceiros”, acrescentou
O projeto Sertão Vivo tem como objetivo transformar os sistemas produtivos dos agricultores familiares do semiárido nordestino para aumentar a produção e, ao mesmo tempo, reforçar a resiliência diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas. Essa transformação visa ampliar e estabilizar a renda familiar e a segurança alimentar, além de incentivar os jovens a permanecerem ativos nas áreas rurais. Esses sistemas também contribuirão para a adaptação e mitigação das mudanças climáticas.
Para a representante do BNDES, Celina Rangel Tura, a expectativa é de que o Projeto Sertão Vivo sirva de modelo para a superação dos desafios importantes para o mundo. “O sertão vivo é motivo para todos nós porque ele trata de grandes questões não só nacionais como questões mundiais. Neste projeto vamos gerar conhecimento, troca de experiência no âmbito econômico, social e ambiental. Por isso, estamos muito felizes de ter vindo aqui e fazer parte da construção desse legado que o Nordeste está construindo em termos de inovação, gestão, a exemplo do que tem feito o Consórcio Nordeste. Mas, a conversa agora é como a gente constrói esse Sertão Vivo potente”.Ressaltou Celina com sentimento de motivação.
Sobre o Projeto Sertão Vivo
O Sertão Vivo vai injetar R$ 150 milhões em Sergipe, para atender 38 mil famílias de agricultores. Serão 30 municípios atendidos e 38 mil famílias que seguirão trilhando um caminho de resiliência, produção e vida digna no semiárido. O projeto Sertão Vivo é executado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), com prazo de realização programado até o ano de 2030. Tem como coexecutoras as empresas vinculadas à Seagri: Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe (PRONESE); Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (EMDAGRO); e, Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (CODERSE).
Com o Sertão Vivo, serão implantados sistemas de produção resilientes a mudanças climáticas e construídos reservatórios de água para uso na lavoura, como cisternas-calçadão, barreiros, trincheiras e outras tecnologias sociais. As ações estão alinhadas às diretrizes do Planejamento Estratégico do Estado do Estado, que, em seus eixos prioritários, enfatizam a redução da pobreza rural, o acesso à água, a elevação do padrão de vida dos agricultores familiares, a inclusão socioeconômica e a sustentabilidade ambiental.




















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