

O Núcleo de Oficinas do Curro Velho, localizado no bairro do Telégrafo, em Belém, recebeu na manhã desta quinta-feira (26), uma oficina gratuita de artes cênicas com influência do espetáculo Rock Doido. A atividade integrou um projeto de fomento à circulação de iniciativas culturais contemplado pelo edital 2025 da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).
Realizada na sala de dança da instituição, a oficina foi ministrada pelas instrutoras Ingrid Gomes e Klaryane Pimentel e promoveu a troca de técnicas em teatro e dança a partir de vivências periféricas, com foco em uma estética negra, indígena e decolonial. A ação foi desenvolvida pela Coletiva Gyra em parceria com a Pororoka Produtora.
A iniciativa contou com apoio do Governo do Estado do Pará e do Ministério da Cultura, com suporte da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp). O projeto percorreu três comunidades do município de São Domingos do Capim e encerra a circulação em Belém, junto à apresentação do espetáculo Rock Doido, da DJ Bubuiar.
O músico e professor de música, Vinícius de Almeida soube da oficina por meio das redes sociais e decidiu participar após receber a indicação de uma familiar. “Eu estava precisando desse momento de corporidade, de interação, de experienciar um teatro mais negro, mais indígena, mais decolonial, que faz muito sentido para mim e no qual eu me sinto pertencente”, destacou.
A atriz Dora Alves, de 69 anos, descobriu a atividade em um grupo de WhatsApp e também se inscreveu. Para ela, a experiência trouxe novos aprendizados. “Eu já tinha feito outra oficina, mas essa, com essa abordagem negra, foi diferente. Foi bem legal, gostei muito e aprendi coisas novas. Foi um aprendizado importante para mim”, afirmou.
A professora e arte-educadora Ingrid Gomes, formada em Licenciatura em Teatro pela UFPA, com especialização em Gênero e Feminismo na América Latina e mestranda em Artes pelo PPG Artes da UFPA, destacou que a oficina compartilha a base metodológica utilizada na criação do espetáculo.
“A oficina que trouxemos para Belém é a mesma que percorreu São Domingos do Capim. Trabalhamos o processo criativo do Rock Doido, um espetáculo negro que aborda questões de negritude do nosso território. A base está nas aparelhagens, nas festas, nas vivências do interior. Nossa estética é política e voltada para essa realidade”, explicou.
Segundo a instrutora, a proposta busca fortalecer o sentimento de pertencimento dos participantes. “É uma oficina em que as pessoas conseguem se ver e dialogar com o próprio território”, concluiu.
Texto de Maurício Carvalho / Ascom FCP
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