

O Dia Mundial da Obesidade chama atenção para uma condição que vai muito além da alimentação e exige cuidado contínuo, informação e acompanhamento profissional. No Brasil, cerca de 31% da população adulta vive com obesidade e 68% com excesso de peso, segundo dados do Atlas Mundial da Obesidade 2025. Na Unidade Regional de Estância do Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde), o tema é tratado de forma integrada, com foco na mudança de estilo de vida e no suporte multidisciplinar aos beneficiários.
Nutricionista da Unidade do Ipesaúde em Estância, Keisy Albuquerque explica que a obesidade é uma doença crônica, inflamatória e complexa, o que torna o tratamento mais amplo e individualizado. “A nutrição desempenha um papel muito importante porque a base desse tratamento é a mudança de estilo de vida”, destaca.
Segundo a profissional, a adoção de hábitos mais saudáveis é essencial para o controle da doença. “Buscar fazer mais atividade física, associada sempre a uma alimentação mais saudável e equilibrada, torna esse tratamento possível”, afirma. Ela ressalta que diversos outros fatores influenciam o quadro, como sono, alterações hormonais e genética. Por isso “nem sempre cortar o carboidrato é necessário. Ajustar a quantidade e a qualidade acaba sendo bem mais benéfico do que simplesmente excluir”, orienta.
Produtos diet
Quando o assunto é luta contra balança, outro ponto comum de dúvida entre os pacientes envolve produtos light e diet, que não são obrigatórios no tratamento da obesidade. “O diet é isento de algum ingrediente, enquanto o light tem uma redução, geralmente de pelo menos 25%, como o açúcar. Mas não necessariamente precisamos utilizá-los”, explica.
Beneficiária do Ipesaúde, Iveta Cruz é atendida na Unidade Regional de Estância e relata que buscou o acompanhamento nutricional para cuidar da saúde de forma mais ampla. “Recentemente, procurei o nutricionista para tentar ajustar a questão da minha pressão, pois vinha um pouco alta. Fui primeiro ao cardiologista, depois à endocrinologista, que me encaminhou para a nutricionista”, conta.
A partir do atendimento recebido no Ipesaúde, Iveta iniciou mudanças na rotina. “Já comecei a fazer mudanças na alimentação, evitar muito carboidrato, comer mais proteínas e procurar fazer atividade física. Fiquei afastada por quatro meses, mas já estou retornando e me adequando a um novo estilo de vida”, relata.
Atuação multidisciplinar
Para a coordenadora da Unidade Regional de Estância, Esther Nascimento, o cuidado com a obesidade passa, necessariamente, pela atuação integrada das equipes. “Aqui na unidade contamos com nutricionista, psicólogo e clínico geral, que são importantes nessa problemática da obesidade, que é uma doença que assola a nossa sociedade”, afirma. Ela destaca que é preciso um acompanhamento e um diagnóstico especializado, que é o principal, para que “consiga separar onde cada área vai atuar e atender da melhor forma os beneficiários”, reforça.



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