

O atual cenário do Paraná foi tema, nesta sexta-feira (6), de um almoço do governador Carlos Massa Ratinho Junior com empresários em Santa Catarina, no Iate Clube Porto Belo. O encontro foi organizado pela Confraria Bem-Te-Vi, grupo formado por 18 empresários com forte atuação e experiência em diferentes áreas da vida pública e privada. Participaram também da conversa outros 12 convidados especiais.
Com dez anos de existência, a Bem-Te-Vi se firmou como um espaço de debate, troca de conhecimento e posicionamento político e social, reunindo pessoas com histórico relevante no setor empresarial, com experiências em todas as esferas do poder público e em organismos internacionais.
Os bons resultados do Paraná em setores como educação e economia serviram de fundamento para o convite ao governador paranaense, que teve a oportunidade de apresentar as ações e estratégias adotadas nos últimos sete anos. Entre os assuntos, a política de austeridade que diminuiu as despesas do Estado, investimentos pesados em infraestrutura e a adoção de políticas públicas, especialmente de incentivo ao empreendedorismo e ao agronegócio.
Ratinho Junior foi bastante questionado sobre os desafios do cenário econômico atual. “Hoje somos a quarta maior economia do Brasil, o quinto estado mais populoso e o terceiro maior polo industrial, com os setores de comércio e serviços historicamente muito fortes. Demos um salto em várias áreas, mudando a lógica da gestão pública. Algo que o setor privado já pratica há muito tempo, mas que ainda é pouco comum no setor público: a cultura do planejamento”, comentou. “Não pensamos apenas nos próximos quatro anos, mas em 50, 100 anos, como fazem os grandes países do mundo”, acrescentou.
O PIB do Estado dobrou entre 2018 e 2025, passando de R$ 400 bilhões para R$ 800 bilhões, identificando e apostando nas vocações regionais, com destaque para o campo. “Mas não basta produzir alimentos. Para gerar riqueza é necessário industrializar, exportar produtos com maior valor agregado”, defendeu Ratinho Junior. Além disso, com dinheiro em caixa, o Governo do Estado tirou grandes obras da gaveta e levou estrutura e recursos aos produtores.
Com mais de mil atividades que não exigem alvará e com um processo de abertura de empresas que leva, em média, oito horas, o Paraná procura dar mais liberdade econômica e menos burocracia aos empreendedores. “O País tem que ser destravado. Nosso empresariado é forte e competente. Não falta coragem. Se você destravar e desburocratizar, pode ter certeza que a economia deslancha e vamos disputar em crescimento com países como Índia, China e nos colocar entre as maiores economias do mundo”, afirmou o governador. “É o que temos feito no Paraná, garantindo um crescimento forte e sustentável.”
Para Ratinho Junior, essa não é a única, mas é uma das grandes medidas que fizeram o Estado receber R$ 400 bilhões em novos investimentos privados nos últimos sete anos. Programas como o Paraná Competitivo, por exemplo, também tiveram forte impacto. A iniciativa concede incentivos fiscais e tributários para atrair novos investimentos, estimular a expansão de empresas existentes e fomentar o desenvolvimento econômico do Estado, gerando empregos, renda e inovação. Segundo pesquisa encomendada pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) ao Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), cada R$ 1 investido nele proporciona R$ 3,79 no PIB do Estado.
OUTRAS AÇÕES -Outras ações também mereceram destaque, ampliando a estrutura e facilitando a vida da população e dos empreendedores. Um deles é o Asfalto Novo, Vida Nova, programa de pavimentação e urbanização que alcançou 386 municípios paranaenses. O Estado passou de R$ 1,2 bilhão aplicados na iniciativa, com 510 quilômetros de ruas já pavimentadas. O objetivo é ter todas as ruas em perímetro urbano asfaltadas - meta já atingida em 32 cidades.
A duplicação de estradas por todo o território paranaense, boa parte realizada em concreto, que é mais resistente e exige menor manutenção; as melhorias no Porto de Paranaguá, que vão ampliar a velocidade e o limite de transporte de cargas; as concessões dos aeroportos de Curitiba (Afonso Pena e Bacacheri), Londrina e Foz do Iguaçu; e programas como o Se Liga Aí, Paraná e Paraná Conectado, que levam energia trifásica e internet de banda larga ao campo, são outras experiências bem-sucedidas que servem de cartão de visitas do avanço do Estado.
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