

Dentre todas as mulheres em idade fértil, 10% têm chance de ter endometriose. Trata-se de uma modificação no funcionamento do organismo, que pode causar muitos prejuízos para a saúde, além de perda de qualidade de vida. O Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde) orienta para a realização do exame ginecológico clínico periódico, que é o primeiro passo para o diagnóstico,
Para muitas mulheres, conviver com a endometriose afeta a qualidade de vida e, até mesmo, a atuação profissional, além da fertilidade. Nesta condição, o endométrio, formado pelas células do tecido que revestem o útero, em vez de serem expulsas na menstruação, se movimentam no sentido oposto, cai nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se, sangrar e provocar dores intensas e até mesmo, incapacitantes.
Além da consulta ginecológica, exames laboratoriais e de imagem, como a ultrassonografia com preparo intestinal ou uma ressonância magnética da pelve com contraste, também são utilizados para confirmar o diagnóstico. A partir disso, as mulheres podem se cuidar e conseguir levar uma vida mais tranquila.
Foi assim, indo à ginecologista, que, há dois anos, a beneficiária do Ipesaúde Fernanda de Almeida Brito descobriu que tinha a condição clínica. “Eu sentia muitas dores e o ciclo vinha muito forte. Quando estava no tempo fértil, o tempo de ovulação, não conseguia nem pisar no chão porque sentia muitas dores no ovário. Aí, fazendo o exame, a médica me disse que eu tinha endometriose. Tomei medicação, depois usei o adesivo para não menstruar, mas vou ter que fazer a cirurgia porque ela já está comprimindo outros órgãos”, contou a paciente.
Atenção aos sinais
Ginecologista do Ipesaúde, o médico Célio Lima orienta que o principal sintoma de alerta para a doença de endometriose é a dor no período menstrual ou a dor no na relação sexual. Segundo ele, muitas mulheres confundem a dor pélvica com a dor no período menstrual. “É uma dor de caráter progressivo, ou seja, cada mês vai aumentando. Vamos supor, no início começa a ter dor no período menstrual que trata com qualquer analgésico anti-inflamatório. Depois, elas precisam chegar ao pronto socorro para tomar doses do medicamento intravenoso porque a doença está progredindo, então vai aumentar, chama-se dismenorreia progressiva. É aquela dor no período menstrual que vai se intensificando de mês a mês. Progressivamente, vai aumentando a intensidade ao ponto de começar a faltar na escola ou no trabalho por causa da dor que é muito forte”, alerta.
De acordo com o especialista, o diagnóstico precoce é de grande importância para o controle da doença. “Esse é o grande problema, hoje em dia. O que acontece é que na maioria dos casos os tratamentos demoram a ser iniciados, consequentemente prejudicam mais o paciente”, alerta Célio Lima.
Tratamento
O tratamento de endometriose, basicamente, é cirúrgico, mas isso não significa que ocorrerá em todos os casos. Existem as endometrioses nas fases iniciais, que podem ser controladas através de um bloqueio do ciclo menstrual. “Porém, essa paciente tem que ficar sob vigilância periódica e não sumir do consultório porque, senão, quando ela volta, já vai estar a doença avançada. Agora, eminentemente, o tratamento da doença é cirúrgico”, informa o médico do Ipesaúde.
Existem dois tipos de cirurgias de endometriose: a conservadora, que conserva os órgãos reprodutores, permitindo a geração de filhos, mas com 70% de chances da doença voltar; e existe a radical, que erradica todos os focos de endometriose, e inclui a retirada do útero, que é a fonte geradora da doença. A chance da doença voltar no procedimento radical é de menos de 5%.
Fertilidade
De acordo com o ginecologista, a endometriose é uma doença que está intimamente ligada à fertilidade da mulher, ou seja, altera e dificulta a procriação. Isso não significa dizer que a paciente com endometriose nunca vai poder engravidar. Nas fases iniciais da doença, a gestão é possível apesar da endometriose, bem como depois de qualquer tratamento.
“Existem 10% dos casos das pacientes que são assintomáticas, que não tem sintomas de endometriose e a gente consegue diagnosticar quando tem infertilidade. Ou seja, ela não consegue engravidar, quando você faz a pesquisa do porquê não consegue engravidar, diagnosticamos a endometriose. Então, nesses casos, a endometriose é uma doença que está muito, muito, muito relacionada com a infertilidade”, explica Célio Lima.




Sergipe Procon Sergipe recebe materiais como reversão de dano social
Saúde Cirurgia robótica transforma tratamento de câncer urológico
Saúde Com SUS Gaúcho, governo Leite reduz em 61% a fila para consultas em oftalmologia no Rio Grande do Sul Mín. 18° Máx. 26°





