

O governador Ronaldo Caiado enviou à Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira (16/03), projeto de lei que reajusta em 69,92% o valor das pensões pagas às 603 vítimas do acidente radiológico com o césio-137, ocorrido em Goiânia no mês de setembro de 1987 e considerado o maior acidente radiológico do mundo fora de uma usina nuclear.
A proposta prevê o aumento nas duas categorias da Pensão Especial Vitalícia a partir do mês de abril deste ano.
De acordo com o texto, o valor passa de R$ 1.908 para R$ 3.242 para os afetados por radiação superior a 100 Doses Absorvidas de Radiação (RAD) e de R$ 954 para R$ 1.621 para os demais acidentados.
Para Caiado, a iniciativa é uma questão de “respeito, justiça e cuidado com as vítimas”.
“Essa tragédia marcou profundamente a história do nosso estado e a vida de muitas famílias que convivem, até hoje, com as consequências da contaminação”, disse, em um vídeo publicado nas redes sociais.
Ao lado do governador, a coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, salientou que 603 vítimas do césio-137 também são assistidas pelo programa.
“Nosso objetivo é garantir mais dignidade, segurança e reconhecimento para essas famílias”.
Com o aumento, o recurso destinado aos pagamentos será de R$ 3,6 milhões em 2026. Para 2027 e 2028, o impacto orçamentário estimado é de R$ 4,9 milhões por ano.
Além da Pensão Especial Vitalícia concedida às pessoas contaminadas, irradiadas e familiares de vítimas fatais, o Governo de Goiás também oferece assistência médica especializada por meio do Centro Estadual de Assistência aos Radioacidentados Leide das Neves Ferreira (Cara), além de apoio em saúde suplementar por meio dos planos Básico, Especial e Pleno+ do Ipasgo Saúde.
O governador também destacou que foi realizada uma ampla auditoria na relação de beneficiários da pensão paga às vítimas do acidente radiológico, o que resultou na exclusão de pessoas que recebiam o benefício de forma irregular. Segundo ele, a revisão teve como objetivo garantir justiça e transparência no pagamento.
“Foi necessário moralizar a lista e retirar gente que recebia pensão ilegalmente, sem ter sido afetado pelo acidente radiológico”, afirmou.
O acidente radiológico com césio-137 aconteceu em Goiânia em setembro de 1987 e teve início quando um aparelho radiológico abandonado do Instituto Goiano de Radiologia foi rompido.
A cápsula contendo o elemento radioativo foi vendida a um ferro-velho, localizado no setor Aeroporto, o que fez com que ela transitasse pelas mãos de diversas pessoas.
Após a identificação da amostra radioativa pelas autoridades, os afetados foram submetidos a rígidos protocolos de tratamento.
Secretaria de Comunicação (Secom) – Governo de Goiás
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