

Com mais de 80 mil atendimentos anuais, o Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier (CHR) vai além da oferta de tecnologia assistiva. A unidade do Complexo Hospitalar do Trabalhador, em parceria estratégica com a AACD (Associação de Assistência à Criança com Deficiência), se destaca pela reabilitação multiprofissional, cirurgias de alta complexidade e ações voltadas à autonomia e reinserção social de pacientes, com atendimento 100% SUS.
Para sustentar esse volume, a unidade destaca-se pelo campo da tecnologia assistencial. Somente em 2025, o CHR entregou 3.595 Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção (OPMAL), como cadeiras de rodas e dispositivos de mobilidade, além de 1.234 implantes auditivos. Esse suporte tecnológico é potencializado por um moderno centro de reabilitação física, que dispõe de uma estrutura completa com ginásio especializado, piscina terapêutica e atendimento contínuo de fisioterapia.
São nestes espaços que ocorre a maior parte da produção assistencial da unidade, focada na plena recuperação motora e funcional dos paranaenses. "A reabilitação propõe um planejamento individualizado que devolve não apenas a função, mas a autoestima e a qualidade de vida", afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
SUPERAÇÃO E APOIO FAMILIAR – A eficiência desse suporte integral é personificada na história de Anderson Tuchinski de Oliveira. Triatleta dedicado e apaixonado pelo esporte desde a infância, Anderson viu sua rotina mudar drasticamente em março de 2023. Enquanto fazia um treinamento de ciclismo focado no Ironman, ele sofreu um grave acidente que resultou em uma lesão medular e o tornou paraplégico aos 49 anos. No CHR, ele encontrou o suporte necessário para enfrentar essa nova perspectiva de vida.
"Me receberam com muito carinho e atenção. Tive fisioterapias diárias e acompanhamento nutricional. No momento em que a gente passa para a cadeira de rodas, é preciso passar por um novo processo de aprendizado: como passar da cadeira para a cama ou tarefas simples como lavar uma louça", diz. "A equipe tem uma excelência nessa área e o hospital foi essencial nessa trajetória".
Além da reabilitação física, Anderson destaca o impacto do suporte psicológico e da Assistência Social, fundamentais para o núcleo familiar. "Um acidente assim mexe com todos; quem sofre mais, às vezes, é a família. O hospital forneceu assistência psicológica, orientação e acompanhou meus familiares. Foi um trabalho maravilhoso não somente com o paciente, mas com a família também", afirma.
A retomada da autonomia permitiu que Anderson voltasse ao esporte de alto rendimento. Em 2025, ele conquistou o título de paraciclismo na modalidade Handbike, além de quatro medalhas de ouro nos Jogos Paradesportivos do Paraná. O ciclo de superação continua: ao final deste mês, o atleta segue para mais um desafio nos Jogos Paradesportivos de 2026, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Estado.
"A história de superação de pacientes como o Anderson reflete a excelência do trabalho interdisciplinar que realizamos no CHR. Nossa missão no CHT vai além do atendimento hospitalar; buscamos devolver a autonomia e a dignidade ao cidadão através de um suporte multiprofissional que envolve desde a alta complexidade cirúrgica até o acolhimento social da família. O resultado está na reinserção desses pacientes na sociedade e, muitas vezes, no esporte de alto rendimento", afirma o diretor-superintendente do Complexo Hospitalar do Trabalhador (CHT), Guilherme Graziani.
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REFERÊNCIA TÉCNICA E ACESSO – Complementando o cuidado físico, o CHR também oferece o serviço de reabilitação bucomaxilofacial para pacientes com perdas anatômicas decorrentes de traumas ou tumores. Atualmente habilitado como CER III, o hospital está em processo de credenciamento para CER IV, tendo incorporado recentemente serviços para pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e intervenção precoce em bebês de risco.
Para manter o padrão de excelência, a Sesa mantém uma parceria técnica com a AACD, focada no aprimoramento de protocolos. Na vanguarda dos tratamentos, o hospital também iniciou recentemente a fisioterapia do paciente que aplicou a polilaminina no Hospital do Trabalhador, no início do mês.
Vale reforçar que o acesso aos serviços segue o modelo de regionalização do SUS. O fluxo inicia na rede municipal de saúde e, havendo necessidade de especialista, a solicitação é inserida na Central Estadual de Regulação, garantindo que pacientes de todo o Paraná sejam agendados com segurança e prioridade clínica.
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