

Garantir que o paranaense que vive no interior do Estado receba o mesmo atendimento especializado de quem vive na Capital, sem precisar encarar horas de estrada em uma ambulância. Esse foi o ponto de partida que transformou a Telessaúde Paraná em um dos maiores legados da atual gestão estadual. A estratégia implantada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que não existia quando a atual gestão assumiu, conecta hoje os quatro cantos do Estado com exames cardíacos e dermatológicos ágeis e um suporte especializado com uso de tecnologias de informação e comunicação para as equipes de saúde dos 399 municípios.
Na prática, a criação dessa rede digital veio para otimizar os recursos públicos e diminuir o tempo de espera por diagnósticos no Sistema Único de Saúde (SUS). A meta do governo estadual foi usar a inovação tecnológica para fortalecer o atendimento oferecido nas Unidades Básicas de Saúde, garantindo agilidade tanto para quem vive nos grandes centros urbanos quanto para os moradores de pequenos municípios.
"Iniciamos essa jornada com o desafio de modernizar o SUS paranaense e aproximar o atendimento especializado do interior", destaca o secretário de Estado da Saúde, César Neves. "Ver que hoje o cidadão de um pequeno município pode ter um laudo de eletrocardiograma em dez minutos ou uma análise dermatológica de alta precisão sem precisar viajar horas em uma ambulância traz a certeza de dever cumprido. A telessaúde deixou de ser uma promessa de futuro e virou um direito consolidado do povo paranaense."
Atualmente, essa estrutura multiplataforma tem a capacidade de reduzir distâncias e custos, otimizando o cuidado próximo do domicílio do cidadão. O programa oferece a emissão de laudos à distância para eletrocardiogramas (Tele-ECG), exames dermatológicos para detecção de lesões de pele, espirometria (exame do sopro) e estomatologia (lesões de boca). Paralelamente aos diagnósticos, a Sesa disponibiliza canais diretos de teleconsultorias para dar suporte em tempo real aos profissionais da ponta em áreas importantes, incluindo o Transtorno do Espectro Autista (TEA), hanseníase, saúde do trabalhador, amamentação e genética.
IMPACTO – Uma das principais ações do Núcleo Estadual de Telessaúde do Paraná em volume de atendimentos é o Telediagnóstico em Eletrocardiograma (Tele-ECG). Iniciado em 2021 com apenas sete municípios da 1ª Regional de Saúde de Paranaguá, hoje o programa alcança 183 municípios e 366 serviços de saúde, incluindo 298 Unidades de Saúde, 20 prontos atendimentos, 21 ambulatórios e 27 hospitais. Desde a sua implantação, já foram 384.404 laudos emitidos, sendo 116.368 apenas no primeiro semestre de 2026. Além do benefício clínico, a iniciativa gerou uma economia estimada em R$ 3.844.040,00 para os cofres municipais, tomando como base os valores de referência da Tabela SUS. Para dar suporte à rede, a Sesa já distribuiu 61 eletrocardiógrafos do estoque estadual e iniciou a aquisição de mais 275 novos aparelhos para doação.
Outra frente de sucesso é o Telediagnóstico em Dermatologia, que está presente em 28 municípios e 33 serviços de saúde. A tecnologia já emitiu 10.332 laudos de lesões de pele e, em 2026, dos 1.726 exames realizados, 51% foram resolvidos diretamente no próprio município com orientações de manejo local. Outros 24% foram classificados de forma prioritária como alta suspeição de câncer de pele, agilizando o encaminhamento ao especialista. Para expandir essa linha de cuidado, a secretaria está adquirindo 275 novos dermatoscópios para doação aos municípios.
A rede de exames digitais conta ainda com o Telediagnóstico em Espirometria (exame do sopro), ativo em 11 municípios com 6.124 testes laudados desde o início do projeto, e o pioneiro Telediagnóstico em Estomatologia (lesões de boca), voltado para cirurgiões-dentistas da rede pública. Esta última estratégia entrou em operação em abril de 2025, abrangendo 46 cidades, e já prestou suporte a 69 casos graves ou urgentes.
TELECONSULTORIAS - A retaguarda aos profissionais que atuam na ponta do sistema ganhou também o reforço das Teleconsultorias, que consistem em discussões de casos clínicos. Desde 2024, mais de mil teleconsultas foram respondidas pela equipe do Estado. O serviço abrange áreas sensíveis, como o suporte para casos de Hanseníase voltado a 94 cidades da Macrorregião Leste, em parceria com o Hospital de Dermatologia Sanitária, e o suporte ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), ativo na 2ª Regional de Saúde em cooperação com o Consórcio Metropolitano de Serviços do Paraná (Comesp) .
Essa grande rede de apoio também atua na Saúde do Trabalhador, iniciada na 10ª Regional de Cascavel e com expansão programada em 2026 para mais 50 municípios, além das áreas de Amamentação e Genética, que já estão disponíveis de forma universal para todos os 399 municípios do Estado. For no futuro próximo, novas especialidades como endocrinologia, nefrologia e reumatologia, além de suporte para o teste do pezinho, em parceria com a Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe), já estão em fase final de estruturação.
INVESTIMENTOS - O planejamento da saúde digital no Paraná segue em ritmo acelerado com foco na expansão e modernização da rede. Para garantir o funcionamento contínuo e a evolução do serviço para as próximas etapas, o Governo do Estado consolidou um investimento de R$ 10 milhões no Sistema de Telemedicina e Telessaúde (STT/UFSC), que vai estender a infraestrutura tecnológica de conectividade em saúde para todas as cidades do Paraná.
Além disso, o Estado garantiu outros R$ 10 milhões em repasses federais, na modalidade fundo a fundo, após aprovação no edital do programa SUS Digital do Ministério da Saúde. O recurso será utilizado para integrar novas estratégias de atendimento à distância em ginecologia, ortopedia e cardiologia ao desenho da Rede de Atenção à Saúde. O respaldo jurídico e técnico também fica assegurado pela recente aprovação da Deliberação CIB/PR nº 092/2026, que estabelece as diretrizes éticas e regulamentares definitivas para a realização de Teleconsultas no âmbito do SUS paranaense.
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