

A melhoria da saúde e do bem-estar dos funcionários, por meio de medidas como benefícios voltados ao bem-estar e maior flexibilidade, poderia gerar até US$ 11,7 trilhões em valor econômico global. A estimativa é apresentada na página 16 do relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) "Care to Compete" — Cuidar para Competir, em português. O documento também aponta que empresas com políticas sólidas de cuidado e apoio tendem a observar resultados positivos na produtividade e no engajamento dos colaboradores.
A criação de ambientes de trabalho que considerem as necessidades de cuidado dos profissionais pode contribuir para reduzir a rotatividade, além de fortalecer a motivação e a disposição para a colaboração. Nesse cenário, políticas como licenças abrangentes, flexibilidade e iniciativas de apoio ao bem-estar deixam de ser apenas benefícios corporativos e passam a integrar a estratégia de competitividade das organizações.
A relação entre cuidado e desempenho também se estende à reputação das empresas. De acordo com o relatório, organizações que demonstram preocupação com seus colaboradores podem fortalecer a relação com consumidores, ampliar o orgulho dos profissionais em relação à marca e se tornar mais atrativas para investidores que valorizam práticas socialmente responsáveis.
Para Daniel Maximilian Da Costa, fundador e CEO do Latin American Quality Institute (LAQI), os dados apresentados pela OIT reforçam que a valorização das pessoas deve ocupar uma posição estratégica na gestão empresarial. Com base na publicação Quality Magazine, na página 22, ele ressalta que promover condições adequadas de trabalho e considerar as necessidades dos colaboradores contribui para a construção de organizações mais produtivas, sustentáveis e preparadas para os desafios do mercado.
"Quando uma empresa entende que cuidar das pessoas também significa cuidar do próprio negócio, ela transforma a relação com seus colaboradores e fortalece sua capacidade de competir. O bem-estar, a flexibilidade e o apoio devem ser vistos como investimentos capazes de gerar engajamento, produtividade e valor econômico no longo prazo", afirma.
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