

O centro das atenções foi o lançamento da mais nova geração de produtos agrícolas da DJI Agriculture, incluindo os drones agrícolas DJI Agras T55 e T100 Dual Battery, que ampliam significativamente os limites operacionais da pulverização aérea no Brasil. Mais do que uma vitrine de produtos, o evento serviu como um termômetro da onda de transformação que vem remodelando a força de trabalho agrícola brasileira.
Um mercado em rápida expansão e o catalisador da transformação
Por trás desse boom da indústria de drones está um ritmo acelerado de expansão de mercado. Dados do setor apresentados no evento pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (SINDAG) mostraram que a frota registrada de drones agrícolas no Brasil cresceu quase 29 vezes em apenas quatro anos, ultrapassando com folga a marca de 10 mil unidades. O uso de equipamentos como os drones da DJI já cobre de forma abrangente culturas e atividades agrícolas importantes, como pastagens, soja, milho, cana-de-açúcar e café, deixando para trás os tempos em que ocupava apenas um nicho de mercado.
Esse crescimento exponencial tem deixado o setor otimista quanto ao futuro da agricultura brasileira. Especialistas do Instituto Brasileiro de Aviação Agrícola (IBRAVAG) destacaram que os drones agrícolas trazem mais do que eficiência operacional: são uma ferramenta indispensável para manter os jovens no campo. Esses equipamentos aéreos vêm gerando emprego e valor econômico concretos para as comunidades rurais.
Vozes reais do campo
As grandes tendências macroeconômicas ganham um toque humano quando chegam à lavoura. As usuárias da DJI Agriculture, Eduarda Lizardo e Flávia Steckert, estiveram presentes no evento, validando essa transformação por meio de suas próprias histórias.
Eduarda, produtora de 21 anos do Paraná e influenciadora digital, tornou-se usuária de drones DJI Agriculture em 2023. Ela viu na tecnologia uma esperança de aliviar o trabalho no campo: na lavoura de mandioca de sua família, seu pai passou mais de duas décadas pulverizando manualmente. Hoje, tarefas de pulverização que antes exigiam vários trabalhadores podem ser realizadas por um único operador com um controle remoto. "O drone é um facilitador. Ele resolve muitos desafios do dia a dia no campo", afirmou. Sobre os produtos recém-lançados, ela está cheia de expectativas: "A nova geração de produtos da DJI acertou em cheio."
Flávia Steckert, produtora de 30 anos de Santa Catarina, é agrônoma e pilota de drones DJI desde 2023. Antes, ela dependia de tratores para pulverizar cerca de 300 hectares de arroz, uma cultura extremamente sensível a qualquer atraso causado por condições climáticas desfavoráveis. "Com o drone, esse problema praticamente desapareceu", declarou.
Essas vozes autênticas de usuárias são um retrato vívido das raízes profundas da DJI Agriculture no Brasil. Desde sua entrada no mercado brasileiro em 2019, a DJI já capacitou mais de 20 mil pilotos certificados no país, apoiada por uma rede com mais de 400 pontos de assistência técnica distribuídos nos 27 estados. Uma pesquisa da DJI realizada em 2026 revelou que usuários com menos de 30 anos já representam mais de 40% de sua base, enquanto aqueles com menos de 50 anos somam impressionantes 85%.
"Os jovens estão voltando para as áreas rurais e estão trazendo a tecnologia de drones de volta com eles para o campo", afirmou Stefan Wang, Diretor da DJI Agriculture no Brasil. "Mais de 75% dos nossos usuários não utilizam os drones apenas em suas próprias propriedades: eles também prestam serviços de pulverização sob demanda para propriedades vizinhas. Isso oferece aos jovens uma oportunidade de participar da agricultura por meio da tecnologia e de serviços, criando um amplo espaço para crescimento e permitindo que voltem para casa para empreender, ao mesmo tempo em que geram emprego e renda."
O T100 Dual Battery, apresentado pela DJI no evento, ilustra perfeitamente esse salto adiante: com eficiência operacional máxima de até 50 hectares por hora, o equipamento comprime em poucas horas um trabalho manual de alta intensidade que antes levava dias. Wang destacou que a pulverização de precisão dos drones DJI também economiza água, evita o esmagamento das plantações e viabiliza operações noturnas, permitindo que os operadores enfrentem condições climáticas extremas com mais facilidade.
Uma indústria que já não é apenas uma promessa
O grande pano de fundo desse movimento é o agronegócio, setor que segue impulsionando a economia brasileira. Segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em 2025, a agropecuária brasileira respondeu por um terço do crescimento econômico do país e por quase metade de suas exportações. Além disso, estatísticas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que esse enorme motor econômico é sustentado por uma força de trabalho de até 28,4 milhões de pessoas.
No entanto, o desafio de hoje está exatamente aqui: como atrair e formar uma nova geração de trabalhadores para manter esse motor funcionando? As histórias reais ouvidas em Itajaí trouxeram a resposta: a tecnologia de drones, representada pela DJI Agriculture, já não é apenas uma bela promessa; é a força central que está, de fato, solucionando esse dilema de mão de obra.
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