A maior parte dos incêndios florestais registrados em áreas rurais do estado de São Paulo não começa por causas naturais. Começa por hábitos antigos, gestos automáticos e descuidos de poucos segundos que, no período de estiagem, encontram condições ideais para se transformar em ocorrências de grandes proporções.
Com a vegetação ressecada, a umidade relativa em queda e o vento atuando como acelerador, um foco pequeno percorre grandes distâncias em minutos. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento reúne abaixo os descuidos mais frequentes e o que fazer para evitá-los.
- Mato seco e alto nos limites e áreas comuns da propriedade: Funciona como combustível e pode levar o fogo para dentro da sua propriedade. Proteja sua propriedade, mantenha essa vegetação bem roçada.
- Aceiros mal conservados: O aceiro construído no início da temporada e deixado sem manutenção volta a acumular material combustível. A limpeza precisa ser constante durante toda a estiagem.
- Cigarros e fósforos descartados no chão: É o erro mais comum e um dos mais perigosos. A bituca jogada às margens de estradas, carreadores e áreas de pasto seco encontra combustível imediato. Apague sempre e descarte apenas em recipientes apropriados.
- Cinzas de fogão a lenha e de churrasqueiras: Cinzas aparentemente frias podem manter brasas ativas por horas. O descarte deve ser feito em local sem vegetação, com o material já resfriado e, sempre que possível, umedecido.
- Churrasqueiras, fogueiras e velas próximo à vegetação: Brasas e faíscas transportadas pelo vento alcançam o mato seco a metros de distância. Em dias críticos, o mais seguro é não acender.
- Uso do fogo para limpeza de terreno:A queima de resíduos de poda, restos de cultura e lixo está entre as principais causas de incêndios florestais. Atenção: o uso do fogo para fins agrossilvipastoris só é permitido com autorização prévia da CETESB, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, ou da Defesa Agropecuária, e pode não ser autorizado ou ser suspenso durante períodos críticos. Foco não autorizado é crime ambiental.
- Balões: A soltura e a fabricação de balões são crimes ambientais. Além do risco de incêndio em lavouras, pastagens e áreas de vegetação nativa, provocam acidentes. O produtor não deve permitir a prática em sua propriedade, pois isso também é considerado crime.
- Máquinas e equipamentos sem manutenção: Roçadeiras, tratores e implementos podem gerar faíscas ao atingir pedras, por superaquecimento ou por defeitos de funcionamento. Verifique escapamentos, motores e sistemas de abastecimento, evite operações nos horários mais quentes e mantenha equipamento de combate por perto durante o trabalho em áreas secas.
LEIA TAMBÉM: Onda de calor em São Paulo exige atenção redobrada dos produtores rurais; veja orientações
Ao identificar fumaça suspeita ou princípio de incêndio em vegetação, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros, pelo 193 ou pelo aplicativo Bombeiros Emergência, ou a Defesa Civil, pelo 199. Informe também os vizinhos. Nunca tente combater um incêndio florestal sozinho.
Onde acompanhar o risco
Monitoramento de Risco de Incêndios, da Defesa Civil: https://www.defesacivil.sp.gov.br/nge/incendio.html
Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas, o CIIAGRO: http://www.ciiagro.org.br/ema/
Focos de Incêndios detectados por Satélite, no Painel do Fogo: https://panorama.sipam.gov.br/painel-do-fogo/
Para receber alertas gratuitos da Defesa Civil no celular, basta enviar um SMS com o CEP para o número 40199.
Orientações completas sobre prevenção, ação durante um incêndio florestal e medidas após a ocorrência estão reunidas no Guia Interativo de Incêndios Florestais , produzido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento e Corpo de Bombeiros.
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários