

Durante décadas, o grande objetivo das marcas foi conseguir a atenção humana por meio de anúncios, motores de busca e redes sociais. No entanto, as regras do jogo mudaram drasticamente. Hoje, antes que um cliente chegue a um site ou converse com um vendedor, ele já perguntou à IA qual produto deve adquirir. 44% dos espanhóis entre 18 e 65 anos utilizaram inteligência artificial em sua última compra, e 94,5% reconhecem que a recomendação do algoritmo influenciou sua decisão final. 66,2% dos usuários raramente ou nunca clicam nos links originais após receber a resposta do chatbot, segundo a pesquisa realizada pela LLYC e pela Appinio. Se uma marca não aparece citada nesse primeiro resumo, fica automaticamente descartada.
O relatório A era do cérebro dual: por que as marcas devem influenciar a IA que nos influencia, elaborado pela LLYC, analisa como a visibilidade de uma empresa já não depende apenas de encantar o consumidor, mas de se posicionar corretamente nas respostas geradas pelos chatbots. Além disso, oferece caminhos para fazer com que a inteligência artificial recomende uma marca.
O documento aponta que os modelos de linguagem (LLM) premiam quatro fatores-chave:
"Não se trata de fazer duas estratégias distintas, mas de entender que a IA se tornou o novo intermediário entre as marcas e as pessoas. E que, para que um cliente te escolha, você precisa levar em conta que em algum momento da decisão ele vai perguntar à IA; e, nesse momento, você precisa que a IA te conheça, te recomende e — quase mais importante — contribua para gerar o viés de confirmação na escolha da sua marca e produtos", destaca Ibo Sanz, Diretor Sênior Global de AI & Strategy na LLYC.
Trabalhar os ativos que alimentam as respostas de IA produz resultados mensuráveis. Em um projeto do setor turístico na Espanha realizado pela LLYC, a recuperação de conteúdos do site da empresa por parte dos sistemas de IA cresceu 163% em um mês. No mesmo período, as citações desses conteúdos aumentaram 51%. Ou seja, a IA não só encontrou mais conteúdo da organização, como começou a utilizá-lo mais como parte de suas respostas.
Governança: o fim dos departamentos isolados
Outra das conclusões do relatório é que o posicionamento na IA já não é tarefa exclusiva da equipe de SEO ou do departamento de Marketing. Como a IA analisa da mesma forma as notícias, as opiniões nas redes, as vagas de emprego e os relatórios financeiros, a estratégia deve ser coordenada de forma transversal com outras áreas, como Comunicação, Recursos Humanos e Negócios, para garantir uma narrativa unificada e credível.
Por isso, recomenda-se aos comitês diretivos e diretores de comunicação a implementação de uma governança transversal baseada em três pilares:
"O posicionamento diante da IA não se resolve apenas com técnicas isoladas de SEO ou campanhas de conteúdo massivo. A IA não entende de silos organizacionais e sintetiza da mesma forma comunicados à imprensa, notícias corporativas, opiniões de funcionários, relatórios de sustentabilidade, demonstrações financeiras e avaliações de clientes", conclui Iván Pino, Sócio e Diretor Sênior de AI & Strategy na LLYC.
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