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Um ano do BRT Metropolitano: Governo do Pará conecta municípios e com estrutura integrada

Projeto implantado ao longo da BR-316 reúne infraestrutura viária, terminais e estações e facilita os deslocamentos na Região Metropolitana de Belém

29/10/2026 às 07h07
Por: Redação Fonte: Secom Pará
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Foto: Bruno Cecim / Ag. Pará
Foto: Bruno Cecim / Ag. Pará

BRT Metropolitano: sistema integra mobilidade urbana na Grande Belém

A BR-316, principal via de entrada e saída da capital paraense, concentra expressivo volume de deslocamentos diários entre Belém e os municípios da Região Metropolitana. São trabalhadores, estudantes e pessoas que precisam chegar a serviços públicos, estabelecimentos comerciais e outras áreas da capital. A implantação do BRT Metropolitano acrescentou ao corredor uma estrutura destinada a organizar o transporte coletivo e integrar viagens entre diferentes municípios.

Entregue pelo Governo do Pará em 31 de outubro de 2025, o sistema completa um ano de inauguração. O projeto reúne terminais de integração em Ananindeua e Marituba, estações de embarque, linhas de ônibus e troncais e uma frota de 265 ônibus. A ideia é facilitar o deslocamento dos passageiros, permitindo que utilizem mais de uma linha de ônibus na mesma viagem sem pagar outra passagem, conforme as regras de integração do sistema.

Terminal do BRT Metropolitano em Ananindeua

O Governo do Pará coordenou por meio do Núcleo de Transporte Metropolitano (NGTM), a implantação do BRT Metropolitano, o que incluiu a organização das linhas de ônibus, obras e a construção de terminais, estações e passarelas para facilitar o acesso dos passageiros ao transporte público.

BRT Metropolitano: legado da COP 30, sistema integra a mobilidade urbana dos municípios da Grande Belém

“O BRT Metropolitano foi planejado para melhorar a organização do transporte público na Grande Belém, conectando bairros e municípios por meio de linhas integradas, terminais e estações. Além da implantação do sistema de ônibus, o Governo do Pará investiu em estruturas que facilitam o acesso dos passageiros, como passarelas, ciclovias e calçadas. Nosso objetivo é oferecer melhores condições de deslocamento para a população e acompanhar o funcionamento do sistema para atender às necessidades de quem utiliza o transporte diariamente”, destacou Adler Silveira, secretário de Estado de Infraestrutura e Logística e diretor-geral do NGTM.

Uma nova estrutura no trânsito da capital

A construção do BRT Metropolitano foi planejada para organizar o transporte público em um dos principais acessos a Belém. Antes do novo sistema, os passageiros que saíam dos bairros da Região Metropolitana em direção à capital precisavam utilizar diferentes linhas de ônibus para chegar ao destino.

Estações de passageiros do BRT Metropolitano: linhas passaram a circular de forma integrada, dos bairros até os terminais

Com o BRT, as linhas passaram a funcionar de forma integrada. Os ônibus do sistema levam os passageiros dos bairros até os terminais, onde podem embarcar nos coletivos troncais. Os troncais seguem pelo corredor principal em direção a Belém e a outras áreas atendidas pelo sistema.

Para colocar o projeto em funcionamento, foram construídos terminais de integração, estações de ônibus, passarelas e passagens inferiores. As obras também incluíram ciclovias, calçadas, pavimentação, iluminação e sistemas de drenagem, que ajudam a organizar a circulação de veículos, pedestres e ciclistas.

Ao todo, o projeto conta com 13 estações, 12 passarelas, quatro passagens inferiores e dois terminais de integração. Essas estruturas foram planejadas para facilitar o acesso dos passageiros aos ônibus e permitir que a viagem seja feita com mais facilidade entre os municípios da Região Metropolitana e de Belém.

Terminal de Ananindeua: BRT Metropolitano soma 13 estações, 12 passarelas, 4 passagens inferiores e 2 terminais de integração

Integração amplia a segurança e facilita os deslocamentos

A construção do BRT Metropolitano também trouxe mudanças na estrutura da BR-316 para receber os ônibus e facilitar a circulação no corredor. As obras incluíram pavimentação, drenagem, construção de passagens inferiores e passarelas, além da implantação das estações de embarque e desembarque.

As passarelas foram construídas para que os pedestres possam atravessar a BR-316 com mais segurança e chegar às estações do BRT. Essas estruturas facilitam o acesso dos passageiros aos ônibus e a travessia entre os dois lados da rodovia.

Para Ana Cláudia Rodrigues, assistente administrativa, as passarelas melhoraram a trajetória das pessoas, “Todos os dias eu faço esse trajeto pelas passarelas e melhorou bastante, com certeza. Antes, tínhamos que correr atravessando a pista na frente dos carros, agora atravesso com segurança”, concluiu.

As passagens inferiores ajudam a organizar o trânsito em pontos específicos da rodovia. Além disso, foram realizados serviços de pavimentação e drenagem para melhorar as condições da via e reduzir problemas causados pelo acúmulo de água.

Também houve a construção de ciclovias e calçadas, que oferecem espaços para quem se desloca de bicicleta ou a pé. Essas estruturas também facilitam o acesso dos moradores às estações e aos terminais de integração.

BRT Metropolitano: estações, terminais e outras estruturas levaram transporte urbano da Grande Belém a outro patamar

Para o ciclista Giovane Santiago, as novas estruturas contribuíram para aumentar a segurança durante os deslocamentos “Melhorou a segurança para nós ciclistas, é importante, só de pensar no ciclismo foi muito bom”, afirmou.

Todas essas obras fazem parte da implantação do BRT Metropolitano. Além de organizar o transporte coletivo, o projeto inclui estruturas para facilitar o deslocamento de motoristas, pedestres e ciclistas ao longo da BR-316.

Centro de Controle do BRT une tecnologia e sustentabilidade

O Centro de Controle Operacional (CCO) do BRT Metropolitano foi construído e entregue pelo Governo do Pará, por meio do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM). Ele funciona na Avenida Augusto Montenegro, em Belém, responsável por acompanhar o funcionamento do sistema, incluindo a circulação dos ônibus, as estações e os terminais de integração.

Com o uso de câmeras e sistemas digitais, as equipes do CCO conseguem acompanhar, em tempo real, onde os ônibus estão, os horários das viagens e a movimentação de passageiros nas estações e nos terminais. Esse monitoramento ajuda a identificar problemas e acompanhar o funcionamento do transporte coletivo.

O prédio também conta com recursos para economizar energia e água, como painéis solares, aproveitamento da luz natural e sistema de captação e reutilização da água da chuva. Em fevereiro de 2026, o CCO recebeu a certificação ambiental LEED Gold, que reconhece construções que atendem a critérios de sustentabilidade.

Rotina dos passageiros tem fluxo organizado

O sistema reúne uma infraestrutura física específica, uma rede de linhas e equipamentos destinados a conectar diferentes etapas da viagem. O desempenho desse conjunto depende da operação cotidiana, da manutenção das estruturas e da capacidade de atender às demandas dos passageiros.

BRT Metropolitano: fluxos de passageiros organizados para atender demandas integradas de Belém e municípios vizinhos

A construção do BRT Metropolitano representa, assim, uma mudança na organização do transporte coletivo entre Belém e os municípios vizinhos. O sistema passou a concentrar as conexões em terminais, distribuir os embarques ao longo do corredor e oferecer uma estrutura integrada para os deslocamentos metropolitanos.

O assistente de logística, Thiago Cordeiro, mora em Belém e precisou utilizar o serviço do transporte recentemente, para ele, a agilidade foi o que mais chamou a atenção. "Eu precisei sair do centro de Belém e ir até Marituba no final da tarde e aproveitei para me deslocar de BRT, realmente facilitou e muito a minha vida, o terminal também é bem sinalizado e não é difícil de se localizar por lá, mesmo sendo em horário de pico, consegui chegar no meu destino no menor tempo possível”, comemorou.

Viadutos fazem parte das obras de mobilidade urbana

A ampliação da mobilidade na Grande Belém também envolve transformações voltadas à circulação de veículos em pontos estratégicos da região. Nesse contexto, o Governo do Pará já entregou cinco viadutos nos últimos três anos e mantém em andamento a construção de uma nova estrutura na Avenida João Paulo II.

Terminal do BRT Metropolitano em Marituba

Entre as obras concluídas está o Viaduto Ananin, inaugurado em julho de 2023, no km 7 da BR-316. A estrutura tem 60 metros de comprimento e 5,5 metros de altura. Outro empreendimento foi o viaduto da Alça Viária, com 720 metros de comprimento e 14 metros de largura. A obra teve a ordem de serviço assinada em novembro de 2023 e foi concluída antes do prazo previsto.

Em abril de 2025, foi entregue o viaduto da Avenida Independência. O conjunto de intervenções inclui ainda dois viadutos na Avenida Mário Covas, em Ananindeua: um no cruzamento com a Avenida Três Corações e outro no encontro com a Avenida Independência.

Embora façam parte das ações de mobilidade da Região Metropolitana, essas obras têm objetivos diferentes. Enquanto o BRT Metropolitano é voltado à integração do transporte coletivo, os viadutos buscam organizar o fluxo de veículos e ampliar as alternativas de circulação nos cruzamentos e acessos onde foram implantados.

Texto: Ângelo Garcia / NGTM

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