

Uma delegação de 40 gestores da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) embarcou, nesta quinta-feira (29), para a China, em missão internacional de formação pelo Programa Uespi Global. O objetivo é conhecer experiências de gestão universitária, inovação tecnológica e desenvolvimento científico, com vistas a aplicar novas práticas e estratégias no desenvolvimento institucional.
A missão segue até oito de novembro e permitirá aos participantes conhecer experiências chinesas em gestão educacional, planejamento institucional e políticas públicas para o ensino superior. A programação inclui atividades formativas na Academia Nacional de Administração Educacional, além de visitas técnicas e encontros institucionais em Pequim, Xangai e Fuzhou. A proposta é identificar modelos de gestão e inovação que possam contribuir para o aprimoramento das atividades acadêmicas e administrativas da Uespi.

A delegação reúne representantes da Administração Superior da Uespi, incluindo o reitor, a vice-reitora, pró-reitores e diretores de centros e campi. Um dos destaques é a participação de gestores de todos os campi da Universidade, garantindo a representatividade das unidades da capital e do interior do Piauí na missão internacional de formação.
Para a diretora do campus de Picos, professora Mariluska Macêdo, a experiência representa uma oportunidade de fortalecer a integração entre os gestores e ampliar a visão sobre os desafios da administração universitária. “A expectativa é que o contato com novas experiências contribua para a construção de estratégias conjuntas dentro da instituição. É mudar a mentalidade institucional, conectando o Piauí aos maiores polos de inovação tecnológica do mundo”, destacou.

A inovação tecnológica também está entre as principais expectativas da delegação. Em um país que se destaca pelo desenvolvimento científico e tecnológico, os gestores terão a oportunidade de conhecer experiências que aproximam universidades, instituições públicas e o setor produtivo. Essa troca de conhecimentos poderá contribuir para o fortalecimento de pesquisas aplicadas, parcerias institucionais e iniciativas voltadas à transformação do conhecimento acadêmico em soluções para a sociedade.
O diretor de Inovação Tecnológica da Uespi, professor Tales Antão, avaliou que a missão pode ampliar as possibilidades de cooperação científica e tecnológica, sobretudo por meio do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT). “A nossa função é fortalecer a conexão entre universidade, governo e setor produtivo, aproximando empresas e poder público da universidade”, afirmou. Segundo ele, essa aproximação poderá favorecer o desenvolvimento de soluções tecnológicas a partir das pesquisas conduzidas por professores e estudantes.

Outra área que poderá ser beneficiada pela experiência internacional é a assistência estudantil. A pró-reitora de Extensão, Assuntos Estudantis e Comunitários (PREX), professora Fabiana Portela, destacou que a missão permitirá conhecer diferentes formas de desenvolver políticas de apoio aos estudantes. A proposta é identificar experiências que possam ser adaptadas à realidade da Uespi, contribuindo para ampliar e aperfeiçoar as ações já desenvolvidas pela instituição.
Para a pró-reitora, a experiência internacional será uma oportunidade de conhecer novas estratégias de assistência estudantil e identificar práticas que possam contribuir para o fortalecimento das políticas desenvolvidas pela Universidade. “Vamos aprender com essas experiências e identificar o que podemos aplicar aqui para melhorar as políticas de assistência estudantil da nossa instituição”, destacou.

O reitor da Uespi, professor Paulo Henrique Pinheiro, destacou que a formação internacional representa uma oportunidade de ampliar a qualificação da Administração Superior e fortalecer a capacidade de desenvolvimento institucional. Segundo ele, a Academia Nacional de Administração Educacional possui 72 anos de fundação e já formou cerca de 1,7 milhão de gestores de 258 instituições de diferentes países. “A Uespi será a primeira universidade pública do Brasil a ter a sua alta gestão formada para administração educacional nessa universidade”, afirmou.

Internacionalização: Instituto Confúcio e Do Piauí para o Mundo
Outra frente do Uespi Global é a implantação do Instituto Confúcio na Universidade, iniciativa que deverá fortalecer o ensino da língua chinesa e ampliar as oportunidades de cooperação educacional e cultural com a China. A proposta também prevê a promoção de intercâmbios acadêmicos e o desenvolvimento de novas parcerias internacionais para estudantes, professores e pesquisadores.
O programa inclui ainda a participação da Uespi no Do Piauí para o Mundo, iniciativa desenvolvida em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) que amplia as oportunidades de experiências acadêmicas internacionais para estudantes e professores. Atualmente, alunos da Universidade realizam atividades na Universidade de Coimbra, em Portugal. Novas oportunidades estão previstas na China, incluindo intercâmbios e ações de aproximação com a Universidade Normal de Fujian.
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