

A Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) , celebra em novembro o primeiro ano de criação da Unidade de Conservação (UC) Parque Estadual do Morro Grande. O parque é uma referência de conservação e abrange 10.870 hectares nos municípios de Cotia e Ibiúna, consolidando-se como a maior floresta inserida em área urbana do mundo.
A celebração contempla um mês repleto de atividades comemorativas, esportivas e de integração comunitária realizado em parceria com as Secretarias de Turismo e de Verde e Meio Ambiente de Cotia.

A programação comemorativa de um ano de existência tem início no dia 8 de novembro com o Trail Run Morro Grande, corrida de 22 quilômetros por estradas de terra em meio à vegetação nativa de Mata Atlântica e o percurso é voltado a atletas maiores de 18 anos. A agenda festiva segue com uma trilha monitorada no dia 14/11 e uma oficina de observação de aves no dia 21/11.
O encerramento das comemorações ocorre em 29 de novembro com uma pedalada comemorativa e um ato institucional com a participação de autoridades municipais e representantes da Fundação Florestal. Na mesma ocasião, também serão formalizados marcos estruturantes para a consolidação da unidade, como a posse do Conselho Consultivo da UC, a instalação da placa oficial de identificação no padrão Fundação Florestal e a assinatura do termo de cooperação com a Prefeitura de Cotia.

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Outro destaque será o lançamento do trecho que formaliza a integração do parque à Rede Trilhas. Trata-se de um sistema do Governo de SP que une rotas de ecoturismo e conecta áreas protegidas em todo o estado, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo.
A criação do Parque Estadual do Morro Grande resulta da reavaliação da antiga Reserva Florestal, que foi estabelecida originalmente pela Lei nº 1.949, de 1979 e oficializada pelo Decreto Estadual nº 70.046, de 4 de novembro de 2025. Em seu histórico, o espaço nasceu no final dos anos 1970 a partir de uma mobilização da sociedade civil e de ambientalistas, como Aziz Ab’Saber, Paulo Nogueira-Neto, Burle Marx e José Lutzemberger. Esse movimento social foi realizado para impedir a construção de um aeroporto metropolitano no local.
Com a mudança para Parque Estadual, a unidade corrigiu uma lacuna legal perante o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e conquistou o status de proteção integral, aliando segurança hídrica à ampliação do uso público, pesquisa e ecoturismo.
Atualmente, com seus 10.870 hectares de extensão entre os municípios de Cotia e Ibiúna, a unidade é identificada como a maior floresta inserida em área urbana do mundo. O parque funciona como um verdadeiro laboratório natural de conservação, abrigando mais de 260 espécies de árvores, 200 espécies de aves (sendo 13 ameaçadas de extinção), dezenas de mamíferos e uma das maiores riquezas conhecidas de aranhas orbitelas da Mata Atlântica.

O primeiro ano de atuação como Parque Estadual foi marcado por avanços estruturais e aproximação com a população local. Desde a reavaliação, a gestão promoveu encontros com moradores do entorno em bairros como Caputera, Morro Grande e Caucaia do Alto, além de integrar debates no Conselho de Meio Ambiente de Cotia para fortalecer o sentimento de pertencimento.
Já na frente operacional para prevenção e cuidados, a UC conta, desde junho de 2026, com uma equipe de brigadistas especializada e equipada com veículo 4×4 e suprimentos para prevenção e combate a incêndios florestais.
Durante o primeiro ano, a visitação pública e as atividades de educação ambiental avançaram por meio de agendamentos e parcerias municipais. Como exemplo, as primeiras trilhas e pedaladas monitoradas, realizadas em junho e setembro deste ano, reuniram mais de 270 participantes e o evento em alusão ao Outubro Rosa de conscientização e prevenção ao câncer de mama, recebeu 216 participantes.
Esses resultados comprovam o sucesso na aproximação entre a população local e a unidade, consolidando o potencial do parque para a educação ambiental, o ecoturismo sustentável e a preservação do patrimônio natural paulista.

Inserido na Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo e reconhecida pela Unesco, o Parque Estadual do Morro Grande desempenha papel vital na segurança hídrica da Região Metropolitana. A unidade abriga as nascentes e cabeceiras do rio Cotia, que alimentam os reservatórios Pedro Beicht e Cachoeira da Graça (Sistema Produtor Cotia), responsáveis pelo fornecimento de água de alta qualidade para cerca de 450 mil pessoas.
A conversão da antiga reserva em parque ajustou a área ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), ampliando seu potencial para lazer sustentável, educação ambiental e desenvolvimento socioeconômico regional. Com 87% de cobertura vegetal nativa de Mata Atlântica, o parque possui uma biodiversidade rica em fauna e flora paulista. Além disso, hoje, a unidade é grande referência como polo para pesquisas científicas.

“A consolidação do Parque Estadual do Morro Grande traduz a missão da Fundação Florestal em proteger o patrimônio natural paulista e garantir a segurança hídrica da população. Neste primeiro ano como Unidade de Proteção Integral, reforçamos nosso compromisso com a conservação da biodiversidade da Mata Atlântica, a pesquisa científica e o desenvolvimento do ecoturismo sustentável, integrando a comunidade local na gestão e preservação desse ativo ambiental inestimável”, destaca Rodrigo Levkovicz, diretor executivo da Fundação Florestal.

Aniversário do Parque Estadual do Morro Grande

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