

A FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul), órgão subordinado à Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura), por meio de sua Gerência de Patrimônio Cultural, lançará no próximo dia 16 o Programa de Educação Patrimonial "Patrimônio 67". O objetivo é trabalhar o patrimônio histórico e cultural com os jovens, buscando sua valorização e a preservação da cultura regional sul-mato-grossense.
O programa consiste em um sistema de ações voltadas à educação patrimonial, desenvolvidas pela equipe da Gerência de Patrimônio Histórico e Cultural da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, em parceria com a SED (Secretaria de Estado de Educação). O público-alvo são os alunos do 8º e 9º anos do ensino fundamental das escolas públicas estaduais de Mato Grosso do Sul.
A ideia central prevê a aplicação de atividades teóricas e práticas, realizadas junto às escolas selecionadas. A metodologia inclui aulas expositivas e oficinas artísticas, com a contratação de oficineiros de acordo com a temática a ser trabalhada. Há também a possibilidade de visitas a espaços histórico-culturais, buscando dinamizar a experiência educativa relacionada ao patrimônio cultural.
O projeto propõe atividades que contemplem os conteúdos previstos pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e pelo Referencial Curricular de Mato Grosso do Sul. Além disso, possibilita a integração entre as secretarias de Cultura e Educação, por meio de atividades que possam ser continuadas anualmente, abordando diferentes temáticas dentro do mesmo contexto.
Segundo a gerente de Patrimônio Histórico e Cultural da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Melly Sena, o patrimônio cultural está presente em diversas formas na vida cotidiana, seja por meio das edificações e monumentos (patrimônio material) ou das práticas diárias (patrimônio imaterial). Ambas as categorias são parte da identidade cultural e precisam ser trabalhadas amplamente para proporcionar reconhecimento e preservação, além de despertar o sentimento de pertencimento nos cidadãos.
“Nesse sentido, a escola se mostra um ambiente propício para práticas voltadas à educação patrimonial, uma vez que os conteúdos discutidos são fundamentais para a formação, não apenas acadêmica, mas para a vida. Apropriar-se da cultura local é valorizar e perpetuar o conhecimento regional, fortalecendo a identidade popular e proporcionando crescimento e desenvolvimento para o cidadão e o estado”, afirmou Melly Sena.
Ações que permitam aos alunos vivenciar experiências inovadoras nas práticas educacionais, como passeios e oficinas, colocando-os em contato direto com a cultura regional, são extremamente positivas para a internalização dos conhecimentos. Cabe aos órgãos competentes a responsabilidade de proporcionar momentos como estes aos jovens em processo de formação.
A educação patrimonial é uma prática prevista pela BNCC e pelo Referencial Curricular do Estado de Mato Grosso do Sul, garantindo que as questões voltadas ao Patrimônio Cultural Brasileiro – material e imaterial – sejam abordadas como conteúdo obrigatório nos ensinos fundamental e médio, por meio das disciplinas de arte e história.
Os objetivos são valorizar os elementos da cultura sul-mato-grossense por meio da história local; aproximar os jovens dos patrimônios materiais e imateriais, despertando o sentimento de pertencimento e a consciência para a preservação destes enquanto elementos identitários regionais; proporcionar momentos de interação e discussão acerca do patrimônio cultural por meio de mesas-redondas ou rodas de conversa; trabalhar cultura, identidade e regionalidade a partir de ações práticas em aulas expositivas e oficinas oferecidas nas escolas; oportunizar atividades práticas de contato com os bens do patrimônio cultural e desenvolver oficinas artísticas voltadas às temáticas anuais.
As práticas oferecidas no projeto "Identidade 67: Patrimônio Cultural em Mato Grosso do Sul" visam formar multiplicadores por meio de ações educativas. Serão oferecidas atividades que abordem a temática da cultura regional selecionada para cada ano, utilizando uma linguagem dinâmica e jovial, tendo a arte como referência principal, buscando despertar o interesse dos educandos pelo conteúdo.
O projeto está previsto para iniciar nas escolas no mês de setembro deste ano.
Karina Lima, Comunicação Setesc
Foto: Karina Lima
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