


As cidades de Sete Lagoas e Prudente de Morais serão palco do HortPANC 2025, entre os dias 1º e 3 de julho. Realizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) , no campo experimental de Santa Rita, o evento contará com a participação de produtores, pesquisadores, estudantes e apreciadores das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC).
Para Marinalva Woods Pedrosa, pesquisadora da Epamig e uma das coordenadoras do evento, o HortPANC deste ano não poderia ser em melhor local. “Minas Gerais é puro PANC. Temos muitos costumes regionais, onde são mantidas muitas das tradições em nossos hábitos alimentares diários. Faz parte das nossas mineiridades. Por isso, trazer o HortPANC para Minas é uma coisa maravilhosa e natural, pois tem tudo a ver com o jeito mineiro de ser”, celebra.
O HortPANC é um espaço para que atores de diversos segmentos da produção de alimentos possam se encontrar e trocar informações. Produtores com seus desafios no campo, nutricionistas com suas perspectivas de inclusão desses alimentos em diferentes dietas, indústria alimentícia buscando pelos potenciais desses alimentos, consumidores se reencontrando com suas origens alimentares por meio de antigos costumes e memórias afetivas; pesquisadores, professores e estudantes ouvindo esses diversos saberes para a proposição de soluções em todo o processo, desde a identificação até a produção e consumo.
“Todos irão encontrar no HortPANC um espaço de trocas de saberes que visam a apresentação de conhecimentos técnico-científicos e a valorização da nossa biodiversidade e costumes, respeitando cada território com o qual convivemos. Desta forma, o evento traz para o setor produtivo oportunidades condizentes com as expectativas e necessidades dos consumidores, alinhando tecnologias com conhecimentos regionais e ancestrais”, explica Marinalva.

O evento também é um espaço para que as redes de contatos sejam ampliadas e fortalecidas, sempre com o intuito de gerar melhorias para os processos produtivos e gerar informações para os consumidores.
“Nossa expectativa é que no 8º HortPANC possamos ouvir e mesclar a diversidade de conhecimentos que cada ator trará em sua bagagem. E, assim, possamos pensar caminhos que nos levem à produção adequada e saudável e ao consumo consciente”, afirma a pesquisadora da Epamig, Izabel Cristina, que também é coordenadora do evento.
Izabel lembra ainda que as PANC, em sua maioria, são produtos que vêm da oralidade, transmitidas de geração a geração. Por não possuírem uma cadeia produtiva estruturada, não é comum estarem presentes nas estatísticas de mercados, embora estejam ligadas a movimentos culturais inclusive nas festas regionais, como é o caso do Festival do Ora-pro-nóbis e da Festa da Jabuticaba, em Sabará; da Festa do Pastel de Angu em Itabirito e Festa Café com Biscoito, em São Tiago.
“A palavra de ordem é Respeito. Respeito à natureza, Respeito às nossas origens. Respeito ao conhecimento de cada comunidade que lá esteja representada” , finaliza Marinalva.
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