

O mês de Janeiro Roxo é dedicado a informar e alertar a população sobre a hanseníase, e por isso a Secretaria de Estado da Saúde (SES) chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da doença. A hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, transmitida pelas vias respiratórias ao tossir ou espirrar e afeta a pele e os nervos dos olhos, nariz, mãos, pernas e pés.
A hanseníase, a exemplo de outras doenças tropicais, enfrenta o desafio de alcançar a taxa de casos novos anteriores à pandemia da Covid-19, que trouxe o decréscimo nos diagnósticos. Em 2023, Sergipe ampliou o número de diagnósticos, quando atingiu a taxa de 13,17, superando as taxas de dez e 11 nos primeiros anos pós-pandemia, contribuindo para melhorar a taxa de detecção da região Nordeste e do Brasil.
De acordo com a referência técnica do Programa Estadual de Controle da Hanseníase, Maria de Fátima Dias, a hanseníase é uma doença que, entre o contágio e o aparecimento dos sinais ou sintomas, pode variar em média de dois a dez anos. “Por isso, a necessidade de acompanhamento, por um período mínimo de cinco anos, de todas as pessoas que mantiveram contato prolongado com uma pessoa com hanseníase sem tratamento”, explicou a referência.
Prevenção
A prevenção contra a doença é voltada para o diagnóstico precoce e o tratamento adequado para evitar a transmissão e o surgimento de novos casos. No estado, o tratamento para hanseníase é realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com a Poliquimioterapia Única (PQT-U), em esquema de seis doses para os casos de paucibacilares (até cinco lesões na pele) e 12 doses para os casos multibacilares (mais de cinco lesões na pele).
Pacientes com quadros mais crônicos, com suspeita de resistência medicamentosa ou que precisam ser tratados com esquemas alternativos são acompanhados por um dos dois serviços de referência estadual, o Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (Cemar) ou o Ambulatório de Dermatologia do Hospital Universitário (HU).
No que se refere à transmissão, a aglomeração de pessoas em espaço com pouca circulação de ar e por um período prolongado facilita a transmissão da hanseníase. Porém, a doença não é transmitida por abraços, aperto de mão e carinho. Não há necessidade de separar talheres, pratos, copos e roupas. A hanseníase pode causar deformidade física, que pode ser evitada com o diagnóstico no início da doença e o tratamento imediato, para evitar o risco de sequelas irreversíveis. Por isso é importante buscar a unidade de saúde aos primeiros sinais.
Sinais e sintomas
Entre os sinais e sintomas que podem ser indicativos da doença estão manchas esbranquiçadas, avermelhadas e/ou ferruginosas; áreas da pele com perda ou diminuição da sensibilidade ao calor, a dor e ao tato; dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços, mãos, pernas e pés.
Janeiro roxo
O 31 de janeiro, dia Mundial da Hanseníase, tem o intuito de sensibilizar e conscientizar sobre a doença e suas consequências para a saúde quando não diagnosticada e tratada. “Mas, é importante diluir as ações para sensibilização, rastreio e diagnóstico ao longo do ano. A SES vem realizando ações de educação continuada para as Coordenações de Vigilância em Saúde (CVS) e Atenção Primária à Saúde (APS); profissionais da APS principalmente médicos e enfermeiros; equipes da APS que atuam nos sistemas prisionais e profissionais que atuam nos núcleos de vigilância das unidades hospitalares”, detalhou Maria de Fátima.
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