


Há alguns anos, o projeto self-service começou a ser implantado nas escolas de educação infantil de Parauapebas. Atualmente, ele está integrado ao Projeto Alimentação de Corpo e Alma, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que busca o desenvolvimento integral dos estudantes, promovendo maior autonomia e a inclusão de hábitos alimentares saudáveis.
Nas escolas Ruth Rocha e Aurino Gonçalves, assim como em outras unidades educacionais de educação infantil, a iniciativa está gerando excelentes resultados e conta com total apoio de educadores e pais.
“Durante as refeições, as crianças têm acesso livre aos alimentos, determinando a quantidade e o que desejam colocar no prato. Ao mesmo tempo, são influenciadas de forma positiva por educadores e colegas, por meio da socialização durante as refeições”, afirma a professora Ana Lúcia Silva, da escola Aurino Gonçalves.

Nesse modelo de ensino, as crianças recebem duas refeições por dia, incluindo lanche e almoço. Além disso, segundo representantes das unidades educacionais, as refeições se tornam momentos de aprendizado e desenvolvimento de novas habilidades, além de contribuir para a redução do desperdício de alimentos.
De acordo com Sara Cintia dos Santos Barros, mãe de Joaquim dos Santos Barros, estudante da escola Ruth Rocha, houve mudanças significativas na abordagem alimentar de seu filho desde que ele começou a frequentar a escola. “O Joaquim está mais aberto a experimentar novos alimentos, ele já come de tudo e também tem autonomia para fazer suas próprias refeições”, afirma Sara.
Atualmente, mais de 80% das escolas de educação infantil do município já adotam o projeto, que deverá ser implementado em todas até o final do ano letivo de 2024.



Horta escolar
As duas escolas também desenvolvem o projeto “Horta e Jardinagem”, que visa sensibilizar os estudantes sobre a importância da preservação do meio ambiente e da adoção de práticas sustentáveis, além de abordar questões alimentares e nutricionais.
“Nossas crianças participam ativamente da horta, desde o plantio de sementes até a colheita dos vegetais. Por meio dela, obtêm outra fonte de alimentos frescos e saudáveis, o que contribui para a promoção de hábitos alimentares saudáveis entre os estudantes”, informa a professora Edilene Rodrigues Medeiros, da escola Ruth Rocha.

Na unidade educacional, os alunos já estão começando a utilizando itens da própria horta escolar para incrementar as saladas servidas na hora do almoço.
Texto: Messânia Cardoso
Fotos: Thamires Thayná e Lucas Santos
Assessoria de Comunicação/PMP
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