


Resgatar a trajetória de um grupo artístico que confrontou as ações de “desenvolvimentismo” na Amazônia, questionou a euforia da Zona Franca de Manaus (ZFM) e buscou valorizar a cultura regional, deixando um importante legado para o teatro brasileiro. Esse é o objetivo do documentário “A Amazônia como palco”, que estreia nesta quarta-feira (27/08), no palco do Teatro Amazonas, localizado no Largo de São Sebastião, Centro. A entrada é gratuita conforme disponibilidade de assentos.
O lançamento é um projeto contemplado pelo Edital 001/2023, através da Lei Paulo Gustavo (LPG) na categoria “Distribuição”, gerido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, com apoio do Governo Federal, do Ministério do Turismo (MTur), Secretaria Especial de Cultura (Secult) e Fundo Nacional de Cultura (FNC).


O longa conta a trajetória do Teatro Experimental do Sesc (Tesc), especialmente da sua fase inicial, entre 1968 e 1982, quando atuou como agente de resistência cultural durante a Ditadura Militar. Reunindo diversos artistas e intelectuais, o grupo ousou realizar uma crítica ao projeto intervencionista na Amazônia e às elites locais, além de ser pioneiro em valorizar a cultura indígena da região, deixando um legado não apenas na cena amazonense, mas em todo o teatro brasileiro.
A partir da década de 1970, o escritor Márcio Souza e o poeta Aldisio Filgueiras assumiram a liderança do Tesc, estimulando o desenvolvimento de peças críticas à realidade estabelecida, incluindo “A Paixão de Ajuricaba”, “Dessana, Dessana”, “Tem Piranha no Pirarucu” e “A Resistível Ascensão do Boto Tucuxi” – obras que se consagraram na dramaturgia amazônica.
O documentário também reúne depoimentos de Nielson Menão, Ednelza Sahdo, Stanley Whibbe e outros integrantes do Tesc, além de arquivos fotográficos, filmagens de peças e registros sonoros do grupo musical A Gente – formado no próprio Tesc.
O lançamento acontece cerca de um ano após o falecimento de Márcio Souza, um dos líderes do Tesc e escritor que marcou a literatura amazonense, por meio de obras como “Galvez – Imperador do Acre” e “Ajuricaba – O Caudilho das Selvas”.


“É um filme que resgata e preserva a história do Tesc para as futuras gerações, inspirando novos artistas e pesquisadores. Quem tiver o desejo de se debruçar sobre o assunto, sempre terá este material à disposição”, destaca Gustavo Soranz, diretor da obra.
No dia seguinte, quinta-feira (28/08), o documentário também estreia na plataforma de streaming Sommos Amazônia, parceira no lançamento, com legendas em português, inglês e espanhol, além de audiodescrição e legenda descritiva para acessibilidade.
Sobre o documentário
O documentário “A Amazônia como palco” tem 93 minutos e é dirigido por Gustavo Soranz, com direção de fotografia assinada por Erlan Souza, produção executiva de lançamento de Bruno Villela e produção da Rizoma Audiovisual. A estreia em streaming conta com parceria da plataforma Sommos Amazônia.
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